Ruídos no trabalho prejudicam saúde auditiva de portugueses e espanhóis

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Uma exposição prolongada a ruídos elevados ou constantes pode ter efeitos adversos no local de trabalho, desde impedir que os colaboradores oiçam corretamente algumas instruções até ao aumento dos níveis de stress.

Escritórios ruidosos, com muitas pessoas a falar alto, locais como fábricas e outras instalações de fabrico com aparelhos elétricos, ou ainda lojas com música ambiente elevada são algumas das situações que mais queixas podem provocar. A preocupação com a saúde auditiva e o que podemos fazer para a preservar são questões sobre as quais a GAES – Centros Auditivos, líder ibérica em soluções auditivas, nos faz refletir, através de um estudo que compara o nível de ruído no trabalho entre os portugueses e os espanhóis.

Em Espanha, 37% da população afirma estar exposta a ruídos incomodativos durante o trabalho. Destas, 78,3% reconhece que a exposição a esses ruídos dura, normalmente, mais de duas horas diárias. Em Portugal, os valores apresentam percentagens mais elevadas. A percentagem de população que afirma estar exposta a este tipo de ruídos no local de trabalho é de 45,3% e 84,4%, destas pessoas, revela uma exposição diária superior a duas horas.

Segundo o estudo, os cuidados quer dos portugueses quer dos espanhóis para reduzir o impacto do ruído ou para protegerem os seus ouvidos do mesmo são bastante reduzidos. Por isso Dulce Martins Paiva, Diretora Geral da GAES, aconselha a utilização de protetores auditivos como medida de prevenção para os problemas auditivos, que são, na sua maioria, difíceis de identificar numa fase inicial. A diretora geral alerta ainda para o cuidado a ter quando se utilizam auscultadores para ouvir música e abafar o ruído exterior. O volume dos aparelhos não pode passar os 60 decibéis.

A opção por auscultadores almofadados deverá também ser um fator a ter em consideração, uma vez que este género distribui melhor o som e prejudica menos a saúde auditiva. Outra opção é, quando se trabalha num local muito ruidoso, falar com os Recursos Humanos e pedir alguma alteração no ambiente ou protetores auditivos.

Estudo realizado com uma amostra total de 812 pessoas (212 portugueses, 600 espanhóis, de ambos os sexos e classe social ampla) através de inquérito online.

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