Luís Represas reinventa-se em “Boa Hora”

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Músico português volta a brindar o público com um álbum único

Luís Represas está de volta com um novo álbum, novas sonoridades e mantendo o estilo único que o caracteriza. Com uma carreira recheada de sucessos, o músico faz várias revelações sobre este novo trabalho, entre as quais a inspiração no que o rodeia e a troca de ideias com artistas de gerações diferentes e com os seus estilos musicais próprios. Daí resultam parcerias algumas das quais presentes neste álbum.

Após o lançamento do álbum “Bora Bora”, que decorreu no passado dia 4 de novembro no Espaço Espelho Água, estivemos à conversa com Luís Represas a propósito deste novo projecto.

Como correu a apresentação do álbum no Espaço Espelho d’Água?
Como esperava e desejava. Comunicação social, Amigos, Parceiros, Filhos, um enquadramento magnífico de fim de tarde com o Tejo à mão de semear, enfim, não podia ser melhor.

Quanto de Luís Represas podemos encontrar neste novo álbum?
Como em todos os outros, 100% de mim.

Na sua opinião como está a ser recebido este novo álbum junto do público?
Creio que o público que me conhece está a entender perfeitamente os passos que foram dados neste trabalho o que me enche de satisfação. Quer dizer que embora me conheçam há muito tempo, não esmoreceu a curiosidade de ouvir atentamente um novo álbum. Os que não me conhecem têm aqui uma boa oportunidade de me ficar a conhecer.

De onde surgiu o nome “Boa Hora”?
Surgiu de uma longa conversa com o Jorge Cruz (Diabo na Cruz) de onde saíram as primeiras notas e ideias para uma canção onde se quis que o renascer, o reconstruir, o recomeçar, o apaixonar, fossem elementos que sempre se esperam em “Boa Hora”.

Neste álbum há algum tema que tenha um significado especial?
Não propriamente. Todos eles respiram por si de uma forma muito especial e única.

Com 40 anos de carreira, onde se inspira para continuar a evoluir enquanto músico?
Fundamentalmente não me deixando fechar sobre mim deixando de ver e ouvir o que me rodeia. Para isso contribui muito o trabalho em equipa que sempre privilegiei e deixar que a música que faço seja manipulada por outros, independentemente da geração a que pertencem e dos géneros de música de onde vêm. Encontrar sempre novos parceiros, mesmo sendo alguns deles parceiros antigos.

Já tem eventos marcados para dar a conhecer este trabalho?
Em Lisboa e Porto acontecerão concertos no princípio de Março de 2019. E claro, como sempre pelo país fora.

Tendo em conta os álbuns anteriores, destaca algo em especial neste disco ou é apenas a continuação do trabalho que tem desenvolvido até aqui?
Não virando as costas à minha impressão digital, este cd, mantendo pontos de contacto com trabalhos anteriores, reúne sonoridades e linguagens que me transportaram num salto em frente onde me reinventei e no qual alicerço o futuro.

Ao longo do álbum são várias as parcerias com nomes importantes na música portuguesa. Como é que se proporcionaram estas colaborações?
Da música portuguesa e não só. Chamemos-lhe música lusófona. Nenhuma parceria foi premeditada. Todas elas apareceram “convocadas” pelas canções, cada qual em fases diferentes, cada uma fazendo completo sentido em se juntar. Gerações diferentes, origens diferentes como disse atrás, falando apenas a mais universal das linguagems: o Musiquês. Estou profundamente grato a todos estes parceiros pela disponibilidade e empenho com que, em boa hora, se “sentaram” neste trabalho.

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