Duas crias de Tigre-da-Sibéria nasceram no Jardim Zoológico de Lisboa

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O Jardim Zoológico dá as boas-vindas aos seus mais recentes habitantes: duas crias de Tigre-da- sibéria (Panthera tigris altaica). O nascimento destas crias, cuja espécie está classificada “em perigo” pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), permite ao Jardim Zoológico reforçar a sua participação na reprodução das espécies ameaçadas e sensibilizar os visitantes para a extinção desta espécie.

As crias nasceram no dia 20 de Maio, de madrugada, depois de uma gestação de cerca de três meses
e meio. Câmaras de filmar foram previamente colocadas na instalação, tanto interior como exterior, o
que permitiu acompanhar à distância a última fase de gestação da fêmea bem como o desenvolvimento das crias. As imagens do parto foram, pela primeira vez, captadas no Jardim Zoológico.

Para promover o bem-estar da progenitora, diferentes abrigos foram construídos na instalação. Deste
modo, a fêmea teve a oportunidade de optar pelo local onde iria ter as suas crias. Os pequenos tigres serão amamentados até aos 6 meses de idade e acompanhados pela progenitora, durante 2 a 3 anos, que lhes ensinará a sobreviver.

Provenientes dos vales com encostas rochosas na bacia do rio Amur, localizado na fronteira entre a
Rússia e a China, os Tigres-da- sibéria, são a subespécie de tigre de maior dimensão. Embora os machos adultos sejam, por norma, mais corpulentos do que as fêmeas, não existe dimorfismo sexual,
o que dificulta a diferenciação de sexos numa fase inicial e/ou a “olho nú”. A pelagem é ocre, com
riscas castanhas longitudinais, tornando-se mais densa e mais clara no Inverno, adaptando-se ao frio e neve próprios do seu habitat natural.

Muitos são os esforços que têm sido dedicados à conservação do Tigre. Ameaçados pela caça para o
comércio de peles, pelo tráfico de órgãos para a medicina tradicional chinesa, pela perseguição por parte da população local para protecção do gado doméstico e pelas consequências do desenvolvimento das áreas agrícolas e urbanas, esta subespécie viu-se reduzida a 20 – 30 animais em 1940. Com o apoio de outros jardins zoológicos, parques e reservas da vida selvagem, estima-se que existem cerca de 400 Tigres-da- sibéria em áreas protegidas, tendo o Jardim Zoológico realizado, em 1997, a primeira inseminação artificial bem-sucedida na Europa.

O progenitor destas crias é apadrinhado pela KIA, que desde 2016 apoia o Jardim Zoológico, contribuindo para a preservação da espécie. A grelha “Tiger Nose” inspirou a marca a estar presente no Zoo com diversas activações e agora com a selecção de 3 conjuntos de nomes.
O Jardim Zoológico vai disponibilizar no seu site, uma votação conjunta para se dar nome a estes novos pequenos tigres. Shilka (fêmea), Argun (macho), Zeya (fêmea) e Huma (macho) ou Songhua (fêmea) e Ussuri (macho), são nomes de rios existentes no habitat natural desta espécie. A votação ficará a cargo dos visitantes do site do zoo e estará disponível a partir do dia 4 de Outubro (Dia Mundial do Animal), tendo a duração de 1 mês.

Visite o Jardim Zoológico e conheça as pequenas crias de Tigre-da- sibéria, ao mesmo tempo que contribui para esta importante missão de conservação do mundo animal.

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