Saltos altos: Médico ortopedista aponta 9 conselhos para entrar em 2018 com o pé direito

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Giovanni / wikimedia

Dezembro é um mês de celebrações marcado por jantares de natal, festas e ainda pela tão aguardada passagem de ano. E o que é que não pode faltar no Reveillon, além da taça de Champagne e das passas? Os saltos altos, claro.

No entanto, a coluna não agradece esta opção e Luís Teixeira, médico ortopedista e fundador da associação Spine Matters, deixa alguns conselhos que vão além da escolha do calçado para entrar em 2018 com o pé direito, e sem dores nas costas, claro.

De acordo com um estudo do International Journal of Clinical Practice, de 2015, são os tornozelos, calcanhares e gémeos os primeiros a sofrer com o uso inadequado de saltos altos, mas a lista não fica por aqui.

“Este tipo de sapato pode desequilibrar a zona muscular que apoia a articulação do tornozelo, causando instabilidade, mas também perturbações da coluna vertebral. De facto, os saltos altos alteram a forma de andar, uma vez que inconscientemente modificam a postura (ombros mais para trás, cabeça mais para a frente). E esta ligeira alteração, causa uma angulação diferente na coluna que tem um grande impacto nas articulações, calcanhar, tornozelos, e também nos joelhos. 

Além disso, a longo prazo, esta incorreção na postura pode contribuir para lesões do foro músculo-esquelético.” começa por explicar o presidente da associação sem fins lucrativos Spine Matters – que visa “trazer a coluna para a rua” e promover os bons hábitos relacionados com a saúde da coluna dos portugueses. O médico ortopedista, especialista em patologia da coluna vertebral, adianta que não são apenas as dores nos pés que se fazem sentir: “A postura forçada pelo uso dos saltos altos, acaba por alterar a sua postura, afetando a zona do trapézio e também a região lombar.”

O medico cirurgião deixa alguns conselhos para aguentar as festas sem dores nas costas:

1)      Escolha bem o calçado: “É muito importante que os saltos altos, permitam que o pé tenha estabilidade, o que será possível com bases mais largas, evitando também futuras quedas.”

2)      Fuja das alturas: “Evite o salto excessivamente alto e opte no máximo por 3/4 cm de altura.”

3)      O seu número: “Muito importante é também que respeite o seu tamanho de calçado, para que o sapato não fique nem apertado, nem folgado.”

4)      Respeite o formato dos pés: “Além das dores, o salto alto favorece a torção do tornozelo e, com o avançar da idade, aumenta o risco de quedas e fraturas secundárias. Além disso, a compressão pode afetar a circulação e causar dores e tensão nestas regiões.”

5)      Alongamentos isquiotibiais: “Faça alongamentos da perna e dos pés diariamente, além da prática regular de exercício físico. Estes exercícios são importantes para prevenir o aparecimento de dores e inflamações.”

6)      Descalce-se: “Sempre que possível, sente-se, retire o calçado e apoie os pés no chão de forma a corrigir a sua postura e a diminuir a sobrecarga nas estruturas da coluna, ao mesmo tempo que alivia a pressão que o peso do corpo exerce sobre os pés.”

7)      Fuja dos saltos agulha: “Opte por saltos mais largos que concedam mais estabilidade à passada. Modelos de salto agulha devem ser evitados, sobretudo se muito altos.”

8)      Limite o uso de saltos: “Limite o uso deste calçado a dois, máximo três dias por semana. E nos dias de descanso, procure reforçar as caminhadas.”

9)      Hidrate-se: “Uma hidratação adequada é muito importante para prevenir caibras e para garantir que todos os músculos estão a trabalhar corretamente.”

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