O Euromilhões criou outro milionário em Portugal

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A chave 3, 9, 20, 30, 42 e as estrelas 1 e 6 catapultaram mais um português para a riqueza.

Na última sexta-feira, dia 24 de Outubro, depois de várias semanas em que ninguém conseguia acertar na chave do tão desejado SuperDraw do Euromilhões, finalmente, um único boletim registado em Portugal continha os números mágicos. É a 53.ª vez que um lusitano consegue ganhar o primeiro prémio do Euromilhões. Ao ganhar o jackpot máximo de 190 milhões de euros do sorteio (85/2014), o apostador iguala o maior prémio jamais distribuido por esta lotaria, arrecadado em Agosto de 2012 por um casal britânico. Contudo, o sortudo apostador terá que se contentar com “apenas” 152 milhões de euros, já que os restantes 20%, isto é, 38 milhões de euros, serão retidos pelo o Estado, visto tratar-se de uma quantia superior a 5.000 euros.

A questão agora é o que fazer com tanto dinheiro? O Flagra revela-lhe, de seguida, em que decidiram gastar o dinheiro alguns dos vencedores da lotaria mais popular de Europa.

Histórias felizes

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Gillian Adrian Bayford

Adrian Bayford e Gilian Bayford, casal inglês de 40 anos, foram os outros vencedores da espantosa quantia de 190 milhões proporcionada pelo o Euromilhões. Gilian deixou de trabalhar para se dedicar aos dois filhos e Adrian decidiu continuar a investir na sua loja de música. Para além disso, também ofereceram dinheiro a familiares e amigos.

Com menos milhões, mas acostumado a um estilo de vida mais humilde, temos o caso do pastor português Rui Vaz Gaudêncio, de Penamacor, a quem os vizinhos chamavam de “Pelintra”. Rui, pastor solteiro da freguesia de Salvador, na casa dos quarenta anos, passou de “pelintra” a milionário num piscar de olhos, ao receber o segundo prémio do Euromilhões de mais de um milhão de euros.

Este modesto senhor deixou de trabalhar para estar mais descansado, comprou uma casa, alguns acordeões, e cervejas para si e para os amigos cada vez que vai ao café. Rui diz que a única coisa que lhe falta é encontrar uma esposa.

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Comovente é o caso do casal de idosos Allen e Violet Large, que ganharam 11.2 milhões de euros em 2010. Violet estava a receber tratamento contra o cancro quanto a sorte grande lhes bateu à porta. Eles quiseram doar a maioria do prémio a amigos, familiares, hospitais, cruz vermelha e bombeiros… Quando lhes perguntaram qual o motivo para doar quase todo o prémio, Violet respondeu demonstrando sabedoria:

Não posso sentir falta daquilo que nunca tive.

Colin e Chris Weir tornaram-se famosos devido aos seus actos de filantropia, visto que ao ganharem 161 milhões de euros, mais uma vez através do Euromilhões, destinaram grande parte do dinheiro a pessoas necessitadas e a instituições.

Histórias trágicas

Mas como nem tudo são rosas, já que muitos são aqueles que não conseguem adaptar-se bem à mudança de vida provocada por um aumento repentino de capital, o Flagra foi à procura do outro lado da moeda, das histórias menos felizes. O que, aparentemente, parece um acontecimento digno de eufórica celebração pode atrair diversos problemas, preocupações e medos: Como invisto o dinheiro? Posso mesmo deixar de trabalhar? Devo contar que ganhei a lotaria? Será que querem aproveitar-se de mim? Estas são decisões difíceis que nem todos estamos preparados para enfrentar. Vejamos alguns resultados desastrosos de ter uma carteira bem recheada.

Andrew Whittaker já era rico quando ganhou 315 milhões de dólares. Depois de doar 10% do prémio para caridade e depois de comprar uma casa e carro novo à pessoa que lhe vendeu o boletim premiado, as coisas começaram a mudar para pior… Devido a vários problemas legais e pessoais, Whittaker começou a beber e a frequentar clubes de striptease, roubaram-lhe mais de um milhão de euros que estavam dentro do seu carro e continuou a perder dinheiro em apostas e mulheres. Passados quatro anos entrou na falência. Obviamente, hoje arrepende-se de ter tocado no dinheiro!

Ainda mais dramático foi o caso do espanhol José Manuel Calvo Vaz, que acabou mesmo por se suicidar em 2009, seis anos depois de ganhar mais de 9 milhões de euros no jogo de azar a “Primitiva”. O galego perdeu-se em negócios fracassados, carros de luxo e más companhias.

Sem final feliz, são também os casos dos jovens ingleses Callie Rogers e Michael Carroll. Callie, com apenas 16 anos, gastou grande parte dos dois milhões de euros, que ganhou em 2003, em cocaína, enquanto que Michael, um ano antes, com 19 anos, foi agraciado com 11 milhões de euros que só o levaram a cometer vários crimes menores, a tentar suicidar-se e a tornar-se alcoólico.

Para evitar estas e outras armadilhas criadas pelo o dinheiro, os especialistas aconselham a ponderar bem em como o usar, a não tomar decisões impulsivas e a manter uma vida o mais normal possível, mantendo-se sempre em contacto com a realidade.

Após conhecer todos estes exemplos, já está preparado para ser o próximo milionário?

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