A história da crise através dos cartazes dos sem-abrigo

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Um artista nova-iorquino conta a história da crise nos EUA e no mundo através de 200 cartazes de sem-abrigo. O vídeo reproduzido acima é o resultado da pesquisa feita pelo também fotógrafo Andres Serrano pelas ruas de Nova Iorque e, mais do que um documento político, “é uma reacção à injustiça social e à tragédia“, segundo o próprio.

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Intitulado “Sinais dos tempos”, o vídeo exibe 200 cartazes comprados por Andres Serrano a mendigos nas ruas de Nova Iorque e conta “a história dos pobres de Nova Iorque, da América e do mundo“, conforme frisa o próprio autor num artigo publicado a 18 de Dezembro passado no site Creative Time Reports, que reúne trabalhos artísticos de autores de vários países.

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O fotógrafo escreve na mesma publicação que nunca viu “tantas pessoas a pedir e a dormir nas ruas“, facto que o motivou a fazer este trabalho. Garantindo que pagou 20 dólares por cada cartaz, excepto por um que dizia “só preciso de 10 dólares“, pelo qual terá pago precisamente esses 10 dólares, Andres Serrano conta na publicação como abordava os mendigos, conforme se transcreve de seguida.

Eu sou um artista. E os artistas vêem as coisas de uma maneira diferente. E uma das coisas que eu vejo são os cartazes dos sem-abrigo. Eu estou a comprá-los porque vejo que cada cartaz conta uma história. Há muitas histórias por aí que deveriam ser ouvidas. Posso oferecer-lhe 20 dólares pelo seu cartaz?

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Andres Serrano conta ainda que todos os que abordou lhe venderam os cartazes, excepto por um mendigo que não se quis desfazer daquilo que considerava o seu amuleto da sorte, e nota que recebeu “vários abraços” e muitos “Deus o abençoe“.

O artista repara que há testemunhos de pessoas de todas as idades, dos 16 aos 60 anos; e relata que o cartaz do mais jovem sem-abrigo que abordou dizia o seguinte: “A mãe disse-nos para esperarmos aqui. Isso foi há 10 anos.

Sobre o seu trabalho, Andres Serrano comenta no artigo que “é uma reacção à injustiça social e à tragédia“, “um testemunho dos homens e das mulheres sem-abrigo que vagueiam pelas ruas em busca de comida e de abrigo“, “uma voz, um instrumento, meu e deles, contando uma história que precisa de ser ouvida“.

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Embora muitos mendigos estejam no fundo da escada da economia, muitos americanos não estão longe dela. Podem não ser sem-abrigo, mas são pobres. 50 milhões ou mais de americanos estão na ou abaixo da linha de pobreza“, conclui por fim o artista.

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