Após a primeira edição, em 2015, a TRAÇA – 2ª Mostra de Filmes de Arquivos Familiares – organizada pelo Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca e, este ano, em colaboração com o Alkantara – realiza-se de 13 a 15 de outubro, no Bairro da Madragoa, com entrada livre.
Ao longo destes três dias, há conversas, performances, encontros e percursos com moradores e projeções de filmes de família dos habitantes da Madragoa e da restante cidade, comentadas pelos seus autores ou outros convidados, nomeadamente Maria Filomena Molder e Daniel Jonas.
Em colaboração com o Alkantara, no centro da 2ª edição da TRAÇA está o encontro entre performance e o cinema, e o cinema amador e familiar em especial. Neste contexto, são apresentadas performances originais que Alex Cassal, Isabel Abreu, Jorge Silva Melo & Miguel Aguiar, Raquel André, Sofia Dias & Vítor Roriz, Sofia Dinger criaram a partir deste arquivo de filmes de família. Com eles descobriremos até que ponto a criação e o mecanismo de apropriação, que lhe está sempre inerente quando o que está em causa são as memórias (fílmicas) dos outros, dá continuidade ao processo de escrita da (também sua) história.
Desenvolvida sob dois pilares fundamentais: o território e a história da sua habitação; e o arquivo, cujos limites procura expandir, a TRAÇA tem o objectivo principal de contrapor uma outra história à história oficial da cidade – construída com as imagens e memórias privadas dos seus habitantes, aproximando os lisboetas da construção da memória da cidade.
Distribuído por diversos espaços da Madragoa, o programa realiza-se nos seguintes locais: Regimento de Sapadores de Bombeiros, Cossoul, Centro Comunitário da Madragoa, Esperança Atlético Clube, Museu da Marioneta, Instituto Hidrográfico, Vendedores de Jornais Futebol Clube, Espaço Alkantara, Torrefação Flor da Selva, Palácio do Machadinho e Lavadouro das Francesinhas.
De destacar também a Tracinha, momento em que são mostrados dois filmes desenvolvidos pelos alunos de três turmas do 4.º ano do 1.º Ciclo da Escola Básica nº72 de Lisboa, no âmbito de uma oficina de imagem e som, que teve como objetivo fazer cruzar o cinema, a memória e o território, resultado do contacto que os alunos tiveram com os vídeos de família do Arquivo Municipal de Lisboa e da descoberta e observação do Bairro da Madragoa.
Todo o programa é de entrada gratuita, no limite dos lugares disponíveis. No caso das performances, é necessário levantamento de senha, no local da sessão, 30 minutos antes do início (e também limitado aos lugares existentes). Máximo de duas senhas por pessoas.
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