MIMO Festival Amarante – sofre alguns ajustes. Programação completa

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Concerto inaugural no MIMAR – Museu da Identidade e Memória de Amarante (antigo Solar dos Magalhães), restaurado pelo arquiteto Siza Vieira

Concerto da premiada cantora e compositora Flávia Bittencourt

Pianista português Luis Magalhães será o solista convidado da Orquestra do Norte em substituição a Daniel Gortler

A organização do MIMO vem dar conta de algumas alterações de última no cartaz, que fica agora ainda mais diverso e mais rico.

Assim, o Quinteto Nova Orquestra apresenta, no dia 20 de julho (sábado), às 16h, um concerto que assinala a abertura ao público, pela primeira vez, do recém restaurado edifício Solar dos Magalhães. 

O espaço, um dos monumentos mais importantes de Amarante, destruído por um incêndio durante as Invasões Francesas, em 1809, foi recuperado através do projeto assinado pelo Arquiteto Siza Vieira. Trazido de volta à vida como um espaço que passa a abrigar o Museu da Identidade e Memória de Amarante (MIMAR), a partir de 2025, o local receberá um programa dedicado ao Tropicalismo, movimento que representou uma renovação no cenário musical brasileiro no final da década de 1960. 

Flávia Bittencourt, que foi vencedora do Festival Sanremo Senior 2023, apresenta no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, o concerto “Todo Domingos”, uma jornada pelos clássicos de um dos maiores ícones da música brasileira, o cantor e compositor Dominguinhos.

Artista de renome mundial, o pianista português Luís Magalhães assume como solista do grandioso concerto do dia 20 de julho, às 18h30, no Cine-Teatro acompanhado da Orquestra Sinfónica do Norte, que se destaca pelo pioneirismo na descentralização da cultura musical. 

Programação Completa

DIA 19 DE JULHO

JAQUES MORELENBAUM E FRED MARTINS CONVIDAM JOANA AMENDOEIRA

19 de julho | 18:00 | Museu Amadeo de Souza-Cardoso

O maestro e violoncelista Jaques Morelenbaum, o cantor e compositor brasileiro radicado em Portugal Fred Martins e a cantora portuguesa Joana Amendoeira, apostam no reforço e atualização dos laços entre as músicas portuguesa e brasileira. Trata-se de um concerto inédito, que funde a Bossa Nova brasileira com o fado português e canções que celebram o diálogo musical entre Brasil e Portugal em que a lusofonia é a rainha da noite. Da bossa ao fado, da chula ao samba e ao baião, todos os ritmos se misturam com harmonia na guitarra e vozes de Fred Martins e Joana Amendoeira, somado às geniais intervenções e solos de Jaques Morelenbaum. O alinhamento traz clássicos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Donato, Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Tom Jobim & Vinícius de Moraes, e obras autorais de Fred, do disco “Ultramarino”, enquanto Joana interpretará canções de seu novo álbum, “Na volta da maré”.

SENTIR AMADEO

Inspirado nas obras de Amadeo de Souza-Cardoso

ALUNOS DO CENTRO CULTURAL DE AMARANTE 

19 de julho | 19:00 | Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Neste concerto-performance, oito músicos e trinta artistas, alunos do Conservatório do Centro Cultural de Amarante Maria Amélia Laranjeira, celebram o encontro da tradição com a inovação e guiarão o público nesse mergulho na obra do artista. No ambiente mágico do museu e inspirada nas obras vibrantes de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), uma performance conduz os visitantes numa viagem poética através do movimento, da harmonia, da música, da dança e da cor. 

LEYLA MCCALLA

19 de julho | 21:00 | Cine-Teatro de Amarante

Nascida em Nova York, a cantora, compositora e notável multi-instrumentista, filha de pais imigrantes haitianos e activistas, redescobriu suas raízes ao se radicar em Nova Orleans. Influenciada pela música crioula, o jazz e o folk, adotou o violoncelo como principal instrumento, num estilo muito próprio. Cantando em francês, crioulo haitiano e inglês, McCalla também toca banjo tenor e guitarra, e desperta atenção por sua voz profunda e comovente. A artista vem ao MIMO Amarante lançar o seu quinto álbum de estúdio, o aguardado “Sun without the heat”, um trabalho divertido e alegre, enquanto carrega a dor e a tensão da transformação. Nele, consegue equilibrar peso e leveza com melodias e ritmos extraídos de diversas formas de música afro-diaspórica, incluindo Afrobeat, modalidades etíopes, tropicalismo brasileiro e folk e blues americano. Em “Sun without the heat”, a artista incorpora escritos de pensadoras feministas negras afro-futuristas, como Octavia Butler, Alexis Pauline Gumbs e Adrienne Maree Brown. Sobre ela, diz o “The New York Times”: “a sua voz é surpreendentemente natural… a sua música magnificamente transparente contém notícias de família, memória, solidão e a inexorabilidade do tempo.” 

VITROLAB

19 de julho | 20:00 | Palco Parque Ribeirinho

Representante da nova música baiana, lança álbum de estreia em Portugal, marcado por um forte trabalho autoral, letras poéticas e um discurso contundente. Este grupo foi criada em Salvador em 2014 pelos irmãos Guga (voz e guitarra) e Marcelo Barbosa (voz, baixo e programações) e venceu um festival de música da Rádio Educadora FM, pelo voto popular. Representante da nova música baiana, “dançante e pensante”, fez espetáculos pelo Brasil e traz ao palco do MIMO o seu álbum de estreia, “Mais humano” (2022), fruto das experimentações feitas durante anos: a fusão de ritmos afro-baianos, como pagode e ijexá, e latinos, como ragga e dancehall. As influências vêm de movimentos históricos, como a Tropicália e o Manguebeat, e da música baiana atual, como BaianaSystem e ÀTTØØXXÁ, além de Manu Chao e Orishas. 

A COR DO SOM CONVIDA CARMINHO

19 de julho | 21:30 | Palco Parque Ribeirinho

Com mais de quatro décadas de carreira, o grupo vencedor do Grammy Latino 2021 na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa, sobe ao palco do MIMO trazendo novidades e sucessos que marcaram sua carreira. Trata-se de um caso raro de grupo que se mantém unido até aos dias de hoje e que se tornou uma referência obrigatória da música brasileira, sobretudo depois de criar temas consagrados que marcaram gerações e liderarem os tops das rádios. Parcerias com Moraes Moreira e Fausto Nilo e composições feitas especialmente para o grupo por Caetano Veloso e Gilberto Gil, garantiram entradas diretas e pela porta grande em emissoras de rádio e TV, culminando em espetáculos esgotados por todo o Brasil. O álbum comemorativo dos 40 anos de carreira ilustra bem as credenciais deste super grupo e contou com participações dos artistas Caetano Veloso, Daniela Mercury, Gilberto Gil, entre outros. “Portuguesa” é o sexto disco da carreira de Carminho e conta com letras e músicas da artista, além da assinatura da produção do álbum. Numa busca pelo aprofundamento do seu pensamento sobre o fado, Carminho explora várias combinações dentro dos cânones, repensando a forma e movendo-se como peixe numa água que é a sua. Com enorme reconhecimento do grande público e da imprensa, seus números nas plataformas digitais refletem a dimensão de sua notoriedade. A grande voz do fado é uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional. Carminho dá continuidade a um trabalho profundo como autora, intérprete, agregadora cultural e inspiração máxima de um Portugal contemporâneo.

NEWEN AFROBEAT CONVIDA DELE SOSIMI

19 de julho | 01:50 | Palco Parque Ribeirinho

O super coletivo chileno foi criado em 2009 pelo cantor e compositor Nicholás Urbina e é a banda pioneira e mais respeitada do afrobeat da América Latina. Com presença frequente nos principais festivais do mundo, conquistou também espaço nas cenas de world music, jazz e música afro-latina, ao longo do tempo. 

Celebra, agora, os 15 anos de trajetória com o quinto álbum, “Grietas”, que avança para uma renovação de sonoridade e procura inserir novos ingredientes ao género convencional criado por Fela Kuti, convidando para participações  grandes artistas de origens, estilos e perspetivas culturais distintos para o novo álbum, como o brasileiro Chico César, a consagrada jovem colombiana Lido Pimienta e o nigeriano  Dele Sosimi – que atuou como teclista de Fela Kuti no mítico Egypt 80 e que foi um dos fundadores da banda The Positive Force – e que será o convidado especial da banda no espetáculo no MIMO Amarante 2024.

MARCELO D2 E UM PUNHADO DE BAMBA

19 de julho | 00:30 | Palco Parque Ribeirinho

Do Brasil, do Rio de Janeiro, Marcelo D2 inicia a sua tour europeia, agora com o elogiado álbum “IBORU”, no MIMO Amarante. Um disco prodigioso que tem a ambição artística de fazer uma “Revolução no rap, revolução no rock, revolução no samba!” mas também a vontade política de mudança e combate ao bolsonarismo. É o seu 9º trabalho de originais. O artista, um dos mais respeitados nomes da cena pop brasileira, continua fiel a ele próprio, explorando novas possibilidades sonoras e consolidando experiências musicais. Após três décadas de uma carreira profícua e marcada pela busca da inovação, o artista volta-se para a própria história misturando, pela primeira vez, os graves do 808 com a cadência e a formação clássica do samba no terreiro. Neste “novo samba tradicional” de Marcelo D2, cavaquinho, coro, percussão e metais dialogam harmoniosamente com os samples e beats do hip-hop. O disco traz também composições de nomes de diferentes gerações do samba brasileiro, incluindo Moacyr Luz, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho e Xande de Pilares. O trabalho conjunto com o historiador e escritor Luiz Antonio Simas, em duas músicas, evidencia a busca de D2 por aprofundar suas raízes na cultura popular brasileira. 

DJ TAHIRA

19 de julho | 01:50 | Palco Parque Ribeirinho

Com mais de 30 anos como DJ, o pesquisador e produtor Tahira criou fama pelo seu ecletismo e pelas profundas explorações dos ritmos brasileiros, que funde com todo o tipo de batidas, de house e hip-hop. O seu som tem fortes influências brasileiras, africanas e latinas. É um dos DJs mais ativos na cena internacional e participou em grandes eventos, como Glastonbury (Inglaterra), Montreux (Suíça), Lot Radio (EUA), Brasil Summerfest (EUA), Fusion Festival (Alemanha). Editou trabalhos por editoras estrangeiras, sobretudo de Londres, onde viveu por um ano – como o Far Out, Wah Wah 45 e Tiffs Joint -, o francês Hot Casa e os americanos Concord Jazz e Names You Can Trust. Tahira fez muito sucesso na Europa com duas compilações, “Levanta Poeira” (2018), com o selo alemão Jazz & Milk, em que, a pedido do site Vinyl Factory, homenageia Gilberto Gil com um set de referências afro…, e “Brasil Novo” (2022), pelo selo inglês Música Macondo, parceria de Tahira com o DJ londrino Tim Garcia, em que é divulgada a rica herança percussiva do Brasil negro e do samba de coco.

DIA 20 DE JULHO

QUINTETO NOVA ORQUESTRA

20 de julho | 16:00 | MIMAR – Museu da Identidade e Memória de Amarante 

Inovador projeto de música clássica, a Nova Orquestra já se apresentou em grandes festivais brasileiros, como o Rock in Rio ou The Town, ao lado de artistas consagrados, como Pitty, João, Baco Exu do Blues, entre outros. O quinteto fez a primeira turné internacional em 2023, pelos EUA e já chegou a mais de 500 mil pessoas, ao vivo, e a vários milhões, digitalmente. Em formato de quarteto de cordas mais percussão, a Ensemble da Nova Orquestra chega pela primeira vez a Portugal para uma participação especial no MIMO Festival em Amarante. O quinteto traz um espetáculo de homenagem à Tropicália, um dos movimentos musicais mais importantes do Brasil, e apresenta versões inéditas de sucessos como “Alegria, alegria”, “Aquele abraço”, “Força estranha” e outros mais.

FLÁVIA BITTENCOURT 

20 de julho | 17:30 | Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Uma das cantoras e compositoras brasileiras mais elogiadas pelos críticos de música da atualidade, Flávia venceu o Prêmio Internacional no Festival Sanremo Senior (Itália/ 2023), com a música Vazio, de sua autoria. Ecoou no mundo suas canções, com passagem pela França, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Polônia, Angola, Chile e EUA. Em solo português, participou das comemorações do Ano Portugal/Brasil, com apresentações em Lisboa e Coimbra. Suas raízes culturais estão presentes na escolha do repertório que traz manifestações da cultura popular, dialogando naturalmente com suas composições e de outros grandes mestres da MPB. Seu disco de estreia, Sentido foi pré-selecionado para o Grammy Latino e teve uma das faixas incluída na trilha-sonora da novela América da TV Globo. A artista apresentará o concerto “Todo Domingos”, uma jornada emocionante através dos clássicos de um dos maiores ícones da música brasileira, o cantor e compositor Dominguinhos. 

LUIS MAGALHÃES & ORQUESTRA DO NORTE

20 de julho | 18:30 | Cine-Teatro de Amarante

A crítica mundial não poupa elogios ao falar sobre o talento do pianista português Luis Magalhães como solista e músico de câmara, exibindo em sua carreira o cosmopolitismo típico da musicalidade bem-sucedida do século 21. Dono de um “som maravilhosamente completo” (American Record Guide) e de uma “técnica polida e refinada” (Allmusic.com), alcançou a consagração global por sua intensa dedicação à música e pela extensa agenda de atividades ligadas à ela. Laureado como Artista Internacional da Yamaha, fez concertos por toda a Europa, com compromissos recentes na Alemanha, Áustria, Suíça e Portugal. Já se apresentou nos palcos de outros continentes, como no Brasil, China, Japão, África do Sul, Arábia Saudita, Zimbábue, Moçambique e, com mais frequência, nos Estados Unidos. Além dos concertos mundo afora, atua como músico de estúdio de artistas notáveis, a exemplo do violoncelista Peter Martens, com quem gravou as sonatas completas de Beethoven, obra premiada pelo cobiçado South African Music Award em 2011. 

SIMONE MAZZER 

20 de julho | 19:00 | Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Com uma voz potente e forte presença cénica, a atriz e cantora Simone Mazzer apresenta aquele que é o seu quarto álbum – Deixa ela falar -, que tem a quebra de padrões como fio condutor. No palco, entrega-se à sonoridade do disco, feita de arranhões, dissonâncias e timbres inusitados, fruto da parceria com o duo Ant Art – de Antônio Fischer-Band (teclados, synths e vocais) e Arthur Martau (bateria, guitarra, guitarra e vozes) -, que a acompanha na estreia em Portugal. Trata-se de um trabalho assumidamente conceptual que expressa o desejo de romper os limites que levam pessoas fora dos padrões (como a cantora) à exclusão. Com intensa dramaticidade, reúne canções de gerações distintas, como Edu Lobo, Vinícius de Moraes, Jards Macalé e Capinan, Duda Brack e Iara Rennó. 

RITA BENNEDITTO 

20 de julho | 20:00 | Palco Parque Ribeirinho

A artista – que se estreia em Portugal – é hoje um dos principais nomes da música brasileira e uma das cantoras mais representativas do país. Nascida no Maranhão, Nordeste do Brasil, apresenta o espetáculo “Tecnomacumba”, que há mais de 20 anos percorre, com enorme sucesso, os palcos brasileiros. O seu trabalho artístico tem um olho naquilo que fundamenta e outro na modernidade – e este bem-sucedido projeto “Tecnomacumba” é um exemplo vivo disso mesmo. Reflete a religiosidade da cantora, que tem na sua arte mais do que uma vocação, um sacerdócio. O espetáculo passeia por populares cantos rituais afro-brasileiros, que exaltam a força, a beleza, a autenticidade e a crença nos orixás, além de obras de grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Benjor, Dorival Caymmi, Gerônimo. Por este trabalho, Rita Benneditto foi galardoada como Melhor Cantora no 21º Prémio da Música Brasileira.

PUTA DA SILVA

20 de julho | 21:30 | Palco Parque Ribeirinho

Áquilla Correia (aka Puta da Silva) é mais que um nome. É o estado de uma multi-artista afro-travesti brasileira, também uma das cantoras e compositoras mais intrigantes da atualidade. Sua potência e a capacidade que a arte tem de conectar diferentes realidades, tem despertado grande interesse no público português. Com mestrado em teatro e diversas atuações nos palcos brasileiros, decidiu mudar-se para Portugal em 2016. Como atriz, é hoje um dos destaques da novela Cacau, da TVI, interpretando a personagem Majoris. Através da música, Puta da Silva busca retratar a experiência da imigração e a vivência como pessoa trans. No palco, mistura elementos de sua religiosidade, poemas, música brasileira, audiovisual, DJ, performances e canções autorais, que passou a criar na pandemia. Ativista, participou na fundação da Casa T Lisboa, que acolhe a população imigrante e racializada LGBTQIAP+. Lançou os singles “Festinha 360”, “Hetero curioso” e, com o vídeo clip “Bruxonas” recebeu menção honrosa no Festival Híbrido de Videodança. Destacou-se também nos festivais No Ar Coquetel Molotov, For Rainbow e Bogotá Music Video Festival. No MIMO Amarante vai apresentar sua obra performática, num espetáculo inédito e visceral.

ILÊ AIYÊ – 50 ANOS

20 de julho | 23:00 | Palco Parque Ribeirinho

Património cultural da Bahia e primeiro bloco afro do Brasil, os Ilê Aiyê vêm a Portugal no âmbito da turné comemorativa de seus 50 anos. Fundado no bairro da Liberdade, em Salvador, como bloco exclusivo para pessoas negras (em resposta ao racismo que as afastava do circuito oficial do Carnaval da Bahia), teve os Black Power e os Panteras Negras – movimentos pelos direitos civis e o antirracismo nos Estados Unidos – como principais inspirações. Polo da comunidade, promove a consciencialização sobre justiça social, a valorização das raízes africanas e é fonte de inspiração para grandes nomes da música brasileira, com sucessos nas vozes de Caetano Veloso, Daniela Mercury, Gilberto Gil ou Margareth Menezes. Para capacitar as novas gerações, fundou uma escola comunitária e outra de percussão, inaugurou o seu próprio Centro Cultural, onde realiza oficinas de dança, canto e literatura. Reconhecido mundialmente pelo seu ritmo, dança e cores, o primeiro bloco afro do Brasil encanta o público com um samba afro único e vibrante, em concertos que são verdadeiras festas que nos transportam para o calor do Carnaval de Salvador!

FATOUMATA DIAWARA

20 de julho | 00:30| Palco Parque Ribeirinho

Do Mali vem Fatoumata Diawara, um dos nomes incontornáveis da nova música africana global. A cantora, compositora, guitarrista, atriz e ativista, conta já com nomeações aos Grammy Awards. Apresenta no MIMO o mais recente trabalho “London Ko”, um neologismo simbólico que resulta do encontro de Londres e Bamako, capital do Mali. Com produção de Damon Albarn (Blur e Gorillaz), que também participa em seis temas, e com quem Fatoumata Diawara já tinha colaborado. O disco, o seu terceiro de estúdio, tem como ponto de partida a música tradicional africana, as suas raízes Mandinka, levando-nos numa viagem eclética e vanguardista contaminada por afrobeat, jazz, pop, eletrónica e até hip hop, num álbum que desafia rótulos e categorias. Na sua música, Fatoumata critica a violência e desmonta estereótipos, enquanto traça novos caminhos estéticos e éticos para uma África e uma diáspora africana futuristas.  Através de seu trabalho, a cantora emerge como uma militante feminista e é atualmente uma importante voz nas lutas das mulheres africanas. O disco fez parte das listas de melhores do ano de publicações de referência como a Mojo, Uncut, Far Out Magazine, o site PopMatters.

KEBRA ETHIOPIA SOUND SYSTEM

20 de julho | 01:50 | Palco Parque Ribeirinho

Criado em 2005 por Lekentle Mohlala e Ethel Laka, em Kwa Thema, na periferia de Joanesburgo, na sua origem Kebra Ethiopia não é apenas uma festa gratuita com caixas de som gigantes que reproduzem o som do reggae. Trata-se também de um projeto social realizado a partir do sound system nos encontros promovidos nos guetos, reunindo pessoas de todas as gerações. Nesses eventos, também há a doação de alimentos, roupas e livros. Esta sonoridade roots reggae serve como válvula de escape às pessoas oprimidas, que encontram aqui, além do lazer, um espaço em que podem se expressar. Através de potentes alto-falantes e uma vasta coleção de vinis, o som do reggae destaca a força e o orgulho da comunidade negra no país que viveu quase 50 anos sob o regime do apartheid. Este som vem ganhando cada vez mais destaque no mundo, muito para lá das festas nos estacionamentos a que remontam as suas origens, e vem sendo presença obrigatória em festivais de música em várias partes, como Europa e América do Sul.

DIA 21 DE JULHO

QUARTETO ORQUESTRA DO NORTE

21 de julho | 16:00 | Igreja de São Gonçalo

A Orquestra do Norte concretiza, desde 1992, o projecto de descentralização da cultura musical, apresentado pela Associação Norte Cultural, vencedora do primeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português no mesmo ano. Neste concerto, apresentará uma das suas formações camerísticas de cordas, com obras de Giacomo Puccini e Gabriel Fauré.

ANDREA ERNEST DIAS QUARTETO

21 de julho | 17:30 | Museu Amadeo de Souza-Cardoso

A mais completa flautista brasileira apresenta no MIMO Amarante o ovacionado tributo ao genial Moacir Santos (1926-2006), o arranjador, maestro, compositor e multi-instrumentista pernambucano, radicado nos EUA. Neste espetáculo, com o seu quarteto, Andrea interpreta estão obras que marcam seu estilo afro-jazzístico, como “Coisa n.5 – Nanã”, “Coisa n.4”, “Coisa n. 9” e “Mãe Iracema”. E celebra a musicalidade afro-brasileira com “Uma roda para Moacir Santos”, um dos maiores nomes da renovação harmónica da MPB e professor de ícones como Baden Powell, João Donato, Roberto Menescal, Paulo Moura e Sérgio Mendes. 

ILÊ AIYÊ CORTEJO

21 de julho | 18:00 | Largo de São Gonçalo

O bloco afro brasileiro, que encanta o público com um samba afro único e vibrante, desejam transportar o público de Amarante para o calor do Carnaval de Salvador. O cortejo percorrerá as ruas da cidade.

BASSEKOU KOUYATÉ & BAND

21 de julho | 18:30 | Palco Parque Ribeirinho

Um dos principais nomes da música africana, Bassekou Kouyate vem ao MIMO mostrar seu novo trabalho, o álbum “Miri”. Cantor e compositor popular na sua terra natal, ganhou o reconhecimento internacional pela arte de tocar ngoni, um antigo alaúde da África Ocidental, criando novas sonoridades e reproduzindo as mais tradicionais. Aclamado desde a estreia com o álbum “Segu blu” (2007), foi nomeado para o Grammy por “I speak fula” (2009) e foi convidado a participar em importantes festivais pelo mundo. Depois dos célebres “Jama ko” e “BaPower”, que tomaram a direção do rock, Bassekou regressa agora com um trabalho mais sutil e enraizado. Um álbum sobre o amor, a amizade, a família e valores verdadeiros em tempos de crise. Nele, o artista faz uma viagem de volta à terra natal, Garana, uma pequena aldeia às margens do rio Níger.

ARNALDO ANTUNES & VITOR ARAÚJO

21 de julho | 19:30 | Cine-Teatro de Amarante

“Lágrimas no mar” é o momento mais lírico da carreira a solo do músico, poeta, compositor e artista visual brasileiro Arnaldo Antunes (ex-Titãs). Traz o repertório do álbum homônimo que se transformou num reencontro apoteótico do artista com o seu público. Em formato voz e piano, o concerto soma a obra de um dos principais compositores da música pop brasileira, marcado por influências concretistas e pós-modernas, com o virtuosismo do pianista pernambucano Vitor Araújo. Arnaldo, sempre ávido por se conectar com artistas de géneros e gerações distintos, encontrou em Vitor mais do que apenas um parceiro musical. Encontrou um jovem talentoso e sensível, alguém com quem dividir o seu particular universo, a alma e a matéria. Em “Lagrimas do Mar”, Vitor Araújo é o responsável por todos os arranjos. Os artistas sobem ao palco para executar um setlist que parte da introspecção, mas que, em contato com o público, ganha dimensões de sentimento compartilhado, onde a música se mistura com poemas entoados e projeções multimédias. Apresentam canções minimalistas como “Socorro”, “Manhãs de love”, parceria de Arnaldo com Erasmo Carlos e hits como “Vilarejo”, dos Tribalistas e “Como 2 e 2”, de Caetano Veloso, além de composições de outras fases da carreira de Arnaldo Antunes.

GENERAL LEVY 

21 de julho | 20:00 | Palco Parque Ribeirinho 

Veterano da cena musical urbana britânica – e ainda hoje um dos MCs mais requisitados de Inglaterra, General Levy (Paul Scott Levy) nasceu em Londres, em 1971, é DJ pioneiro do jungle ragga, género da música eletrónica surgido na Jamaica. Destacou-se e conquistou o público ao participar em “Incredible” (1994), canção gravada com o produtor de jungle M-Beat, que viria a tornar-se a primeira faixa jungle ragga a chegar ao top 10 do Reino Unido. Foram mais de 12 semanas em posições cimeiras dos principais tops, com direito a novas misturas que amplificaram a sua mensagem. Carismático, com estilo vocal marcante, a sua popularidade disparou com a participação em sound systems. A sua entrega e energia contagiantes continuam a agitar plateias de todas as idades e de todas as geografias!

FEMI KUTI & THE POSITIVE FORCE

21 de julho | 21:30 | Palco Parque Ribeirinho

Coração e alma do afrobeat moderno, Femi Kuti é o filho primogénito do mítico Fela Kuti (1938-1997), o criador do estilo musical que se popularizou na Nigéria e no mundo, nos anos de 1970 e 80, revolucionando várias gerações de artistas. Incansável, Femi faz espetáculos intensos e dinâmicos e costuma aproveitar para transmitir mensagens políticas. Em 2021, o artista lançou o álbum duplo “Stop the hate” e o primeiro do filho, Made Kuti, “For (e) ward”. Tanto o álbum como o tema “PaPaPa” receberam ótimas críticas da imprensa internacional e Femi foi nomeado para os Grammy Awards de 2022 por este trabalho. Nascido em Londres e criado em Lagos (Nigéria), o artista dá continuidade ao legado do pai, que utilizou a música como arma para lutar por justiça e liberdade e inovou ao misturar os ritmos tradicionais do seu país com a suavidade e delicadeza do highlife de Gana e o soul, funk e R&B dos EUA, seduzindo o público com batidas dançantes. Femi e sua banda, – os Positive Force – são a vanguarda do afrobeat, que é constantemente expandido até novos limites e a que acrescenta toques de punk e hip-hop, sem perder de vista as suas raízes. Muito requisitado, Femi participa de projetos diferenciados, que vão desde o Coldplay ao produtor de música electrónica Robert Hood e à banda francesa de hip hop IAM.

DINO D’SANTIAGO

21 de julho | 23:00 | Palco Parque Ribeirinho

Português de origem cabo-verdiana, Dino D’Santiago é um dos protagonistas da atual música feita em português. Junta a tradição musical da terra dos seus pais – naturais da Ilha de Santiago – ao peso contemporâneo da electrónica global, como se revela em “Kriolu”, hino gravado com o rapper Julinho KSD, e assinou uma nova sonoridade para a lusofonia com “Nova Lisboa”, do seu aclamado disco de 2018, “Mundu Nôbu”.Depois de uma tour a solo, volta em 2024 acompanhado por uma banda. O premiado músico e ativista começou na infância a cantar no coro da igreja e a compor com amigos, do Bairro dos Pescadores, nos anos 1990, quando o hip-hop chegou a Portugal. Dedicou-se também a projetos de R&B e soul e, a partir de 2013, passou a conquistar, de forma recorrente, prémios e distinções, como os de Personalidade do Ano, nas principais revistas de música, como a “Rolling Stone” ou a “GQ Portugal”. 2020 foi um ano absolutamente vitorioso para o artista, que lotou o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, participou nos mais importantes festivais de Portugal e viu “Kriola” ser eleito como o melhor álbum do ano, pela “Blitz”. Entretanto, aos seus fãs da música juntaram-se os seguidores do programa de televisão “The Voice Portugal” (RTP), em que atua – e se destaca – como mentor.

DJ FAROFA & CONVIDADOS

21 de julho | 00:20 | Palco Parque Ribeirinho

Pesquisador e produtor cultural de São Paulo, radicado desde 2014 em Portugal, o DJ define-se como “um serelepe (irrequieto) brasileiro no Porto a girar o vinil e a música em prol da festa, amor, felicidade e conexões pessoais”.  Farofa difunde músicas e artistas na Europa, principalmente do Brasil, com uma seleção construída de modo transversal, dos vintages aos modernos, das raízes europeias às africanas, a fim de levar ao público sons dançantes e de excelência para agitar a pista. Em Portugal, atua em espaços e festivais como o MIMO, a Casa da Música, o Fitei, entre outros. Em Lyon, na França, discotecou na La Maison M e, em Londres, é residente na ObáObá Party desde 2017. No Brasil, atuou em bares e festas, como Mundo Pensante (Pilantragi), Baile Tropicante e Carnaval de Ovara.

OCUPAÇÃO IBORU 
Exposição e Filme 
De 19 a 28 de julho 
Museu Amadeo de Souza-Cardoso (Galeria Temporária)
Das 10h às 20h 

O Premiado rapper carioca abre a turné europeia em Portugal, no MIMO Amarante, com o projeto “IBORU – Que sejam ouvidas nossas súplicas”, que agrega concerto, exposição, cinema e roda de conversa.  Expandindo a manifestação de sua capacidade criativa para além da música, o consagrado rapper carioca Marcelo D2 desdobrou seu novo trabalho solo, “Iboru – Que sejam ouvidas nossas súplicas”. Atração da noite de abertura do MIMO Amarante, no dia 19 de julho, o carismático artista apresenta as músicas do novo álbum ao público português, o filme feito em parceria com Luiza Machado e a exposição coletiva intitulada Ocupação IBORU, promovendo assim uma experiência imersiva no movimento que o artista batizou de Novo Samba Tradicional, que reúne arte, música, moda, gastronomia de terreiro, oficinas e a exibição do filme “Iboru”.  A exposição convida o público a entrar no multiverso “Iboru – Que sejam ouvidas nossas súplicas”, que inclui o samba, o rap, cinema, artes plásticas, moda, ancestralidade e fé. As obras expostas são de Ana Paula Sirino, Apolo Torres, Juan Calvet, Emerson Rocha, Ilustrablack, Manuela Navas, Yeda Affini, Heloisa Hariadne e Rodrigo Ladeira.O filme também roterizado por D2, não somente complementa o novo álbum, como apresenta uma visão única de como as raízes do samba permanecem vivas e atuais cem anos depois, a partir de três fundadores do gênero: Pixinguinha, João da Baiana e Clementina de Jesus. 

Fórum de Ideias

MARCELO D2

Iboru – Que Sejam Ouvidas Nossas Súplicas
Medição: Antena 3
19 de julho, Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Marcelo D2 falará sobre a sua contínua busca por experimentações sonoras e compartilhamento de seu processo criativo e sobre o seu mais recente projeto IBORU, que inclui um Centro de Pesquisa Avançada do Novo Samba Tradicional Onde o Coro Come, representando um avanço significativo para o conceito do novo samba brasileiro.

MÁRIO CALDATO JR.
Soundman – Una História Autobiográfica Sobre a Jornada de Mário Caldato Jr.
Medição: Antena 3
20 de julho, Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Mário Caldato Jr., é um produtor e engenheiro de som brasileiro, nascido em São Paulo e que se mudou na infância com a família para os EUA. Multi-platina, alcançou reconhecimento global pelas significativas contribuições para o sucesso dos Beastie Boys, grupo nova-iorquino de rap rock que surgiu no início dos anos 1980, desde a era “Paul’s Boutique” até “Hello Nasty”, com a produção inovadora do clássico “Check Your Head”.  Nesta roda de conversas, ele conta as suas experiências e aventuras na produção musical e outras histórias.

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