Destaques de leitura para o primeiro trimestre de 2026

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Um livro de poemas inéditos de Manuel Alegre, um novo romance de Itamar Vieira Junior, uma antologia de contos de Luísa Costa Gomes, a poesia de José Carlos de Vasconcelos e a de Carla Louro, os regressos de Margarida Fonseca Santos e José Correia Guedes e a estreia na ficção de Ângelo Delgado são alguns dos destaques, no que à literatura em língua portuguesa diz respeito, para o primeiro trimestre de 2026.  

A Dom Quixote reforça, neste início de ano, a sua aposta na poesia com a publicação, em fevereiro, de Balada do Corsário dos Sete Mares, de Manuel Alegre, Os Sete Sentidos e Outros Lugares, de José Carlos de Vasconcelos, que assim passa a integrar o catálogo da editora, enquanto que o livro de Carla Louro, Entra-se na Casa Pelo Pátio, com o qual venceu a 1.ª edição do Prémio de Poesia Nuno Júdice, tem saída marcada para março, mês em que também será editada, ainda na Dom Quixote, uma antologia, organizada por Manuel Alberto Valente, com um poema de cada um de todos os poetas publicados até hoje pela editora fundada por Snu Abecassis a 1 de abril de 1965.

Coração Sem Medo é o título do novíssimo romance de Itamar Vieira Junior, o mais lido e badalado escritor brasileiro da atualidade, que sairá na Dom Quixote já em janeiro, altura que também serão publicados Na Rota do Yankee Clipper, o novo livro de José Correia Guedes, o autor do muito celebrado O Aviador, com a chancela da Lua de Papel, e na Oficina do Livro Foi o Preto, uma história crua sobre racismo e injustiça, que assinala a estreia no romance de Ângelo Delgado.

Março é também o mês em que a Dom Quixote dará a conhecer a nova a antologia de contos de Luísa Costa Gomes, que terá como título Triunfo do Triunfo e outros contos escolhidos, e a Oficina do Livro apresenta A Chave, o novo romance de Margarida Fonseca Santos, vencedor do Prémio Literário João Gaspar Simões.

Na ficção estrangeira, destacam-se, neste primeiro trimestre, todos na Dom Quixote, os regressos de Enrique Vila-Matas (Cânone de Câmara Escura), Selva Almada (O Vento que Arrasa), Eduardo Halfon (Tarântula), Miqui Otero (Orquestra), as primeiras traduções para português de Rosario Villajos (A Educação Física) e David Uclés (A Península das Casas Vazias) e ainda um ensaio de Milan Kundera (A Cortina).

Na ASA, no âmbito da celebração dos seus 75 anos, a editora irá lançar, nesta fase do ano, uma nova coleção intitulada “Escolha da Editora”, que se distinguirá pela publicação de uma aturada seleção de novidades e reedições de livros emblemáticos. As primeiras novidades que esta coleção dará a conhcer são as de Taffy Brodesser-Akner(Compromisso de Long Island), Allegra Goodman (Isola) e Flavia Company (Haru).

Ainda na ASA, por ocasião do cinquentenário da morte de Agatha Christie, vão acontecer vários momentos de evocação da obra da maior escritora de romances policiais de todos os tempos, duas delas já por estes dias, com as reedições de A Autobiografia de Agatha Christie e do romance O Mistério dos Sete Relógios, que deu origem a uma série televisiva com estreia marcada na Netflix para dia 15 de janeiro.

É ainda na ASA que sairá uma nova edição de Arturo Pérez-Reverte (O Assédio), enquanto a Casa das Letras reservou para estes primeiros meses do ano a publicação do primeiro romance em português da japonesa Rie Qudan (Sympathy Tower Tóquio).

Já a Editorial Caminho, a comemorar 50 anos de atividade, publica, nestes meses, romances de Naguib Mahfouz (Em Busca) e de Ngũgĩ wa Thiong’o (Um Grão de Trigo), os dois primeiros títulos da nova coleção de literatura contemporânea traduzida, a que a editora deu o nome de Cruzeiro do Sul, que privilegiará a qualidade das traduções e a coerência da identidade gráfica e aposta na divulgação de novas vozes internacionais.

Na área da não-ficção, já este mês, a Casa das Letras destaca O Tribunal dos Poderosos, do jornalista António José Vilela, livro onde estão reunidas algumas histórias surpreendentes dos casos judiciais mais mediáticos, e Estamos Todos na Mira, do também jornalista Matt Potter, que nos fala da forma como hackers dissidentes inventaram a guerra cibernética, deixando para março dois lançamentos mundiais: Máfia: Um História Global, do professor norte-americano Ryan Gingeras e Uma Breve História do Universo – e o nosso lugar nele, da física Sarah Alam Malik.

Em fevereiro, a Lua de Papel irá supreender com publicação dos bestsellers internacionas Morre Sem Nada, de Bill Perkins, e A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga – o maior fenómeno internacional japonês de desenvolvimento pessoal, traduzido em 44 idiomas e com mais de 14 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

A mesma Lua de Papel guardou para março a edição de novo livros de Giulia Enders e Suleika Jaouad. Autora do bestseller internaconal A Vida Secreta dos Intestinos, Giulia Enders regressa com Ouve o Teu Corpo, um novo livro de divulgação científica, desta vez sobre o cérebro, a pele, os pulmões e o sistema imuntiário.

Na banda desenhada, a ASA publicará, neste mês, As Duas Raparigas Nuas, de Luz, vencedor do Prémio de Melhor Livro do Ano no Festival Iinternacional de BDAnhoulême e Rever Comanche, de Romain Renard, também distinguido na mesma edição do festival, com o prémio de Melhor Romance Adaptado para BD. Em fevereiro será editado Ulysse & Cyrano, de Xavier Dorison e Stéphane Servain.

No infantil, a Dom Quixote apresenta novas coleções. Em janeiro saem os dois primeiros títulos das coleções A Princesa Perfeita, de Fabienne Blanchut e Camille Dubois e Não Carregues no Botão, de Bill Cotter e, em fevereiro, Um Cão Esfomeado e Um Cão-Salsicha Muito Palerma, dos premiados Alastair Chisholm e Alex Willmore.

Por seu turno, a Oficina do Livro Infantil lança em fevereiro um novo título de Os Novos Cinco, uma aventura inédita de Chris Normal, com personagens novas e as originais de Enid Blynton. E a ASA O Urso de Companhia, de Sam Copeland e Pippa Curnick, e uma nova coleção, para leitura partilhada entre pais e filhos, com o título Histórias Para Ler com o Papá e a Mamã.

//Leya

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