Canto Nono novo espetáculo: “Que voz de liberdade é essa? – Um Canto a Sérgio Godinho”

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Estreia a 10 de janeiro de 2026 no Cineteatro Louletano, com a participação especial do ator Pedro Lamares

Depois do aclamado espetáculo “A Força (o Poder) da Palavra”, que homenageou José Mário Branco, o coletivo Canto Nono volta a elevar a voz, desta vez para celebrar um dos pilares fundamentais da música portuguesa: Sérgio Godinho. Intitulado “Que voz de liberdade é essa? – Um canto a Sérgio Godinho”, o novo trabalho estreia a 10 de janeiro de 2026 no Cineteatro Louletano, prometendo uma revisitação audaz e comovente da vasta obra do “homem dos sete instrumentos”.

A dimensão narrativa do espetáculo ganha um contorno único com a participação especial do conceituado ator Pedro Lamares. A sua voz, amplamente reconhecida pela sua profundidade e capacidade interpretativa, trará uma nova camada de sentido à poesia de Godinho, entrelaçando-se com as vozes e os arranjos do Canto Nono para criar um diálogo inesquecível entre a música e a palavra falada.

O anúncio é feito com o lançamento do single “Grão da mesma mó”, uma faixa que serve de cartão-de-visita artístico para o que se avizinha. O tema, disponível nas principais plataformas digitais, é acompanhado por um vídeo-clip da autoria da emergente e talentosa realizadora Francisca Siza. O single capta a essência do espetáculo: uma leitura que honra a matriz original de Godinho, mas que explora novas texturas vocais e uma paleta sonora contemporânea. O vídeo, um mosaico visual de preto-e-branco e cor, espelha poeticamente a letra do mestre – uma reflexão sobre o tempo, as escolhas e os contrastes da vida, entre “o frio da morte morrida e o calor da viva vivida”.

“Que voz de liberdade é essa?” não será um concerto tradicional. É um espetáculo que se propõe a desmontar e a reinventar a obra godiniana, colocando no centro a força da palavra e a inovação da linguagem vocal. Tal como o single pioneiro sugere, o público pode esperar uma viagem sensorial onde os arranjos ganham uma nova roupagem, permitindo (re)descobrir a surpreendente atualidade das canções de Sérgio Godinho – um autor cujo legado é, mais do que nunca, um farol de liberdade, questionamento e esperança.

A escolha de Sérgio Godinho como figura central segue a linha de trabalho do Canto Nono, que se dedica a mergulhar no legado fundamental da música de autor portuguesa, concedendo-lhe novos contextos e leituras. Se com José Mário Branco exploraram o poder transformador da palavra, com Godinho embarcam na sua melodia humana e complexa, na sua capacidade de ser, simultaneamente, grão e mó.

O espetáculo de estreia no Cineteatro Louletano marcará o início de uma digressão nacional, solidificando o lugar do Canto Nono como um dos projetos mais arrojados e necessários na cena musical portuguesa contemporânea.

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