Portugal está de luto pela tragédia dos fogos florestais.
A região Centro e Norte do país conheceu um dos seus dias mais trágicos com o flagelo dos fogos que lavraram neste mês de outubro atipicamente quente e ventoso. Quando ainda saramos as feridas do outro trágico fogo do mês de agosto que vitimou 64 pessoas num dia.
Viveram-se dias de guerra em tempo de paz.
Seia foi um dos concelhos bastante afetado e não há memória de cenários dantescos, de pânico e de terror, pela fúria do fogo.
Uma tragédia ocorrida no segundo dia do festival de cinema de temática ambiental. E, por isso, o festival CineEco foi suspenso de imediato em memória das vítimas. Assim como, suspenso ficou o ambiente de festa que era suposto acontecer.
Contudo, e apesar desse ambiente de consternação, a direção do festival decidiu manter as sessões que estavam previstas, porque nos filmes em exibição se enaltece a necessidade de mudança para um mundo melhor. Porque os filmes exibidos alertam precisamente para o fenómeno das alterações climáticas, do aquecimento global e da necessidade de mudanças.
O festival cumpre serviço público e presta relevante contributo educativo em matéria ambiental, por isso, o melhor contributo nesta hora é dar expressão aos gritos de alerta que os filmes dão.
É difícil prosseguir em pleno campo de batalha a missão de alertar para a necessidade de mudança na relação do homem com a natureza. É o que acontece em Seia, entre escombros e dor, prossegue-se com a realização do CineEco, em homenagem aos que foram vitimas desta tragédia e em reconhecimento pela solidariedade prestada pelos convidados que vêm de vários países do mundo.
Sem festa, mas com redobrado serviço de missão, prossegue esta 23ª edição do CineEco, com a exibição de filmes que podem ajudar a mudar o mundo!
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