Ainda assim, acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
“Oração ao Tempo”, a canção que dá título ao novo álbum de originais de António Zambujo, é um dueto gravado com Caetano Veloso, autor do tema original, e já pode ser escutada em todas as plataformas de streaming. É o primeiro single que antecipa o lançamento do disco homónimo, com edição prevista para a primavera de 2026, coincidindo com a sua apresentação ao vivo nos Coliseus, do Porto AGEAS dia 11 de abril, e de Lisboa, no dia 17 de abril, a que se junta agora uma nova data no Coliseu de Lisboa, no dia 16 de abril.
“Oração ao Tempo” é uma das canções mais emblemáticas de Caetano Veloso, lançada em 1979 no álbum Cinema Transcendental. Escrita como um diálogo com o tempo, personificado como “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho”, a canção reflete sobre as diferentes etapas da vida, da infância à velhice. Gravada originalmente com Caetano Veloso na voz e violão, Dominguinhosno acordeão e Vinícius Cantuária no violão de aço, a composição desenvolve-se em ritmo andantino, propício à introspeção, com uma harmonia contida, frequentemente associada à música sacra e que favorece a atenção à letra. A leveza, a suavidade e o caráter contemplativo da canção inspiraram interpretações de Maria Bethânia, Maria Gadú e Djavan, bem como uma “resposta” de Gilberto Gil na canção “Tempo-Rei”, em que duas visões distintas, a original mais filosófica, a outra mais religiosa, dialogam em torno da mesma matéria essencial: o tempo.
“Oração ao Tempo” marca o encontro entre António Zambujo e aquele que considera ser “o melhor cantor do mundo”. Com letra e música de Caetano Veloso, o tema é interpretado por António Zambujo e Caetano Veloso, e conta com arranjo e produção de André Santos. Em estúdio participaram ainda João Salcedo no piano, Bernardo Couto na guitarra portuguesa, João Moreira no trompete, Francisco Brito no contrabaixo, José Conde no clarinete baixo e André Santos na guitarra.
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