Amor Electro e Oquestrada são os cabeças de cartaz
O Parque Central continua a ser o palco privilegiado dos grandes concertos ao ar livre na Amadora.
Com uma estrutura natural em forma de anfiteatro, junto à estátua de Zeca Afonso, é para este local que milhares de pessoas convergem anualmente no mês de setembro, data em que se comemora a elevação da Amadora a concelho.
Nomes como Amor Electro e Oquestrada farão com que este ano não será, com certeza, diferente. Já as novidades Fado Lelé e Secret Lie, são uma excelente aposta para rumar ao Parque Central umas horas mais cedo.
Fado Lelé – 11 de setembro – 21h30
Fado Lelé reúne 4 músicos numa formação pouco habitual: bateria, ukulele tenor de 8 cordas, ukulele barítono, e voz . A banda baseia muito do seu repertório em clássicos do fado de outrora, tocados com outros ritmos e sonoridades que nos chegam das várias músicas do mundo. Jazz Gipsy, Swing, Calipso, Afro, Folk e até Rock`n`Roll, mais do que ingredientes e condimentos, são as ecléticas raízes deste grupo.
Quanto às canções, essas são na sua maioria bem lusitanas. “Fui Dar de Beber à Dor”, “Ai Mouraria”, “Tendinha”, “Casa Portuguesa”, “O Fado do Embuçado”, “Fadinho da Ti Maria Benta”, são alguns dos exemplos.
Há todo um espírito de festa, que apela ao canto popular e à participação do público nos concertos de Fado Lelé. É vivamente recomendado para todos os eventos onde haja o bom gosto, a vontade de mostrar um lado extrovertido, cativante, muito inspirado da Música Portuguesa e de como esta “viaja de ukulele” por esse mundo fora.
OqueStrada – 11 de setembro – 22h45
Os OqueStrada nasceram em 2001, em Almada, por iniciativa de Marta Miranda e de Pablo. O convite que endereçam a João Lima veio definir o trio nuclear da banda, ocasionalmente enriquecido com a contribuição de acordeonistas, trompetistas e outros guitarristas. Até 2009, ano de lançamento do seu álbum de estreia, atuaram pelo país inteiro, em bares, romarias, pequenos auditórios e festivais. Canções como “Oxalá te veja”, “Creo carino” e “Se’sta rua fosse minha” circulam desde essa altura em gravações de culto, revelando a originalidade da banda e o olhar contemporâneo que lança sobre a música popular portuguesa. Quando finalmente surge Tasca Beat: o sonho português, os OqueStrada têm a possibilidade de confirmar, em estúdio, a reputação que já tinham conquistado na estrada. O disco alcança a marca de platina e obtém o reconhecimento da crítica, sendo considerado um dos melhores álbuns do ano e logo nomeado para os Globos de Ouro e para os Prémios SPA nas categorias de Melhor Canção e Melhor Projeto Musical. Fora de portas, também o Le Monde o distinguiu, classificando-o como um dos melhores trabalhos na área de World Pop.
Atlantic Beat mad’in Portugal, o seu segundo disco de originais, foi lançado em 2014, depois de sucessivas e bem-sucedidas digressões nacionais e internacionais (entre as quais se inclui a atuação na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, em 2012).
Secret Lie – 12 de setembro – 21h30
Criada e nascida na Amadora esta banda é já uma certeza no panorama musical nacional e mesmo internacional.
Com o seu primeiro disco venceu o prémio para melhor banda Rock atribuido pela Fox Music USA numa competição com centenas de bandas de todo o mundo. Em 2014 percorreu em Tournée 10 cidades no Reino Unido. Em Junho de 2015 vai regressar ao Reino Unido para atuar em 2 Festivais (Devon e Ilfracombe). Em Abril de 2015 sai o segundo disco da banda que promete ultrapassar o que o primeiro disco alcançou.
Destaque nas TV ́s, bandas sonoras de novelas e principais rádios nacionais toca também em rádios espalhadas pelo mundo fora.
Amor Electro – 12 de setembro – 22h45
Desde a sua estreia em disco, em 2011, os Amor Electro não têm parado de crescer, sendo, hoje, um dos principais projetos da moderna música portuguesa.
Com “Cai o Carmo e a Trindade”, Tiago Pais Dias, Rui Rechena e Ricardo Vasconcelos proporcionam a Marisa Liz, reconhecidamente uma das mais marcantes vozes da atual música portuguesa, o ambiente ideal para exprimir todo o seu talento, graças a uma personalidade única, onde modernidade e tradição, raízes populares e eletrónica, colidem para darem origem a um som extremamente original, carregado de carisma, emoção e portugalidade.
Em cerca de dois anos e meio, os Amor Electro afirmam-se como uma força maior da cena músical portuguesa, chegam ao Disco de Platina, colecionam prémios e distinções e esgotam concertos, uns atrás dos outros, um pouco por todo o país.
Com “(R)EVOLUÇÃO” não se acomodam à sombra de tudo o que conseguiram e, assumindo alguns riscos, exploram territórios onde ainda não se tinham aventurado, acrescentando a energia contrastante do Rock mais progressivo à vincada personalidade da banda, sem que a sua intensidade singular deixe de estar constantemente presente.
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