A actuação do lendário músico norte-americano no dia 29 de Agosto será paragem única em Portugal e antevê uma edição histórica do festival mais antigo da Península Ibérica
É um dos músicos mais elásticos, inventivos e arrebatadores da história do punk, do rock e da pop contemporânea e um verdadeiro animal de palco que sacode qualquer plateia por onde passa. Será com este espírito inquieto e eletrizante que Iggy Pop atuará no dia 29 de Agosto no mais antigo festival da Península Ibérica que depois de uma edição épica em 2019, com mais de 46 mil pessoas a esgotarem os passes gerais e o penúltimo dia do evento, promete voltar a fazer história nos dias 27, 28 e 29 de Agosto de 2020.
Mais do que um concerto, a actuação exclusiva de Iggy Pop em Portugal e no EDP Vilar de Mouros será uma viagem desde os tempos dos The Stooges, que o entronaram como “padrinho do punk” à boleia de temas como I Wanna Be Your Dog ou 1969, passando pela icónica colaboração com David Bowie na então fervilhante Berlim Ocidental dos anos 70 e que deu origem a dois álbuns de culto – Lust For Life e The Idiot, ambos lançados em 1977 – ao Post Pop Depression (2016) que viria a marcar o regresso de Iggy aos trabalhos a solo, escudado por outro senhor do rock, Josh Home (Queens of The Stone Age). A parceria foi amplamente elogiada pela crítica, valendo a nomeação para o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa e dando origem ao documentário American Valhalla, que mostra os bastidores do making of do álbum.
É aliás no cinema que a pegada de Iggy Pop também se faz sentir com estrondo, quer pela assinatura de bandas sonoras que mereceram o aplauso mundial, como a do filme Good Time (2017) dos irmãos Safdie premiada no festival de Cannes em 2017, ou da composição do tema Gold nomeado para os Globos de Ouro, do filme com o mesmo nome realizado por Stephen Gaghan, quer em documentários auto-biográficos de que é exemplo Gimme Danger (2016), dirigido por Jim Jarmusch e que explora a ascensão e queda dos Iggy and The Stooges.
A confirmação de Iggy Pop, que no ano passado lançou o seu décimo oitavo álbum de originais (Free) comprovando que aos 72 anos continua a renovar a sua veia artística e a desbravar caminhos para novas gerações de compositores, vem reforçar os pergaminhos reconhecidos além fronteiras de um festival icónico que alia a essência e a tradição a uma constante procura de novas sonoridades. A par da música, os valores de inclusão e a consciência ambiental e socialmente activa voltam a estar no centro estratégico do festival que reforçará o trabalho junto da comunidade, com o envolvimento de instituições locais com conteúdos diferenciadores e o desenvolvimento de projetos inovadores que irão reduzir o impacto do festival no meio ambiente.
Os ingredientes estão todos alinhados para 2020 dar continuidade ao crescimento sustentável que se tem consolidado desde 2016 e que atingiu maior expressividade em 2019, numa edição que ficou marcada pela estreia de um segundo palco – o palco MEO -, pelo aumento das áreas de lazer e de restauração e pela resposta massiva do público, que esgotou os passes gerais e o dia das actuações de Offspring e Skunk Anansie.
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