Já há “Facebook” para mortos

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Foto do site Neshama

Pode parecer mentira, mas é a mais pura verdade… os mortos de todo o mundo poderão ter, em breve, direito a uma rede social como o Facebook.

Esta ideia partiu do israelita Shelly Furman, que começou por tirar cerca de 120.ooo fotografias a sepulturas com a finalidade de criar um Facebook, ou quem sabe mesmo uma Wikipedia.

Segundo o site Quartz, Neshamah (nome do projecto) pretende que cada página seja um memorial individual de cada pessoa falecida, onde os familiares e amigos possam deixar mensagens de carinho e saudade.

Este projecto contempla até ao momento 5 cemitérios, desconhecendo-se se Shelly Furman terá pedido autorização dos familiares para tirar fotos às sepulturas.

Quanto à internacionalização da rede, sabe-se que pelo menos nos EUA não só existe pouca protecção das lápides, no que diz respeito a fotografia, como até já há sites semelhantes que servem de fonte para genealogistas amadores.

Na verdade, o próprio Facebook já permite que se recorde perfis de uma pessoa falecida, e matemáticos calcularam que o Facebook poderá ter mais pessoas mortas do que vivas por volta de 2065. Neshamah diferencia-se do Facebook, pois enquanto este último só existe desde 2004 no primeiro as pessoas têm registado parentes que faleceram durante o milénio anterior.

Em suma, o objectivo do projecto Neshamah é continuar a crescer e, eventualmente, ser comercializado e passar a gerar receita através de uploads de imagens e símbolos que os familiares possam adquirir para a página da pessoa falecida.

Leia a descrição do que é o projecto Neshamah, segundo a página oficial:

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Lidar com a perda de um ente querido evoca sempre emoções e sentimentos. Juntamente com as memórias partilhadas, estão as palavras que ficaram por dizer, os sentimentos que partilhámos e aqueles que não pudemos partilhar, os sonhos que ficaram por viver e, obviamente, a falta – todos estão presentes, e às vezes precisamos de encontrar a libertação, para ajudar a lidar com esses sentimentos. O Neshamah aspira a ser o refúgio de conforto: um local de encontro virtual para que as pessoas compartilhem memórias e pensamentos, façam upload de imagens exclusivas de momentos especiais, acendam velas virtuais em memória do falecido, contem histórias de vida, escrevam poesia, ou expressem os seus sentimentos de qualquer outra maneira, honrando os seus entes queridos com uma memória virtual dedicada que irá permanecer para sempre.

No Neshamah, pode documentar o falecido de forma digna, conectando o mundo real e virtual, ligando o túmulo – o último lugar de descanso físico onde nos despedimos dos nossos entes queridos – com os sentimentos, emoções e pensamentos que rodeiam a sua ausência e o nossa saudade.[/box]

Terá este projecto força suficiente para se globalizar?

 

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