Não são muito simpáticas as críticas dos média ingleses a Meghan Markle depois da sua estreia como narradora no novo filme da Disney “Elephant”.
Na sua estreia num filme da Disney, Meghan Markle é a narradora do filme “Elephant” que é lançado nesta sexta-feira, 3 de Abril. A história conta a jornada de um bebé elefante e da sua mãe pelo deserto de Kalahari, numa migração em busca de comida e de água desde o Delta do Okavango no Botswana até às Cataratas de Victória na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia.
“Ela está para a narração da Disney como um pato antropomórfico na água”, analisa o The Guardian, criticando a narração demasiado “melosa” de Meghan Markle.
Mas as críticas do jornal britânico não só à narração em si, mas ao próprio guião da história. “Dão-se a Markle coisas escandalosamente inverificáveis para dizer”, aponta o crítico do The Guardian.
Já no Daily Mail fala-se em “excesso de vontade de agradar”, enquanto que o The Telegraph nota que o filme “não é bem Attenborough”, embora copie o estilo do afamado naturalista britânico. O tom “alto mel” de Meghan adequa-se ao “tom” do filme que “oscila entre o magnificente e o cocó-fofo com rajadas ocasionais de elevação de empoderamento feminino”, conclui o Telegraph.
“Para qualquer pessoa criada sob a autoridade urbana de Attenborough… parece um pouco superficial”, acrescenta o The Times sobre o filme, salientando que Meghan Markle trocou a “pompa e circunstância” por um estilo “meloso e brega”. Os seus “tons de seda” na série de advogados “Suits” que foram, “muitas vezes, amordaçados durante o tempo como realeza em tempo integral”, tiveram “rédea solta” no drama da Disney, analisa este jornal.
“Até o aborrecido momento em que os elefantes arrancam alguma uma mera casca de árvore é apresentado como o anúncio do vencedor de melhor filme”, aponta ainda o Times, concluindo que há um desempenho “exagerado” da actriz.
Na imprensa norte-americana as análises não são necessariamente mais simpáticas, embora possa haver algum exagero da imprensa britânica que não perdoará tão cedo a Meghan Markle o facto de ter abandonado a família real, levando o seu mais que tudo, o Príncipe Harry, com ele. Há quem refira os “tons excitáveis” da actriz, considerando que combinam bem com a história pouco credível e que ela permanece, em todo o filme, “praticamente do lado direito do irritante”.
Por outro lado, também surgem alguns elogios à performance de Meghan Markle, como é o caso da crítica no britânico Daily Express, onde se destaca a sua presença “muito calorosa” e “sorridente”, a combinar com o tipo de filme, e que acrescenta “tensão” nos momentos certos, embora frisando que, a espaços, cai na tentação do “sentimentalismo de uma forma típica dos clássicos americanos da Disney”.
O ordenado pago pela Disney a Meghan Markle foi doado pela actriz à organização não governamental Elephants Without Borders que se dedica à protecção dos elefantes.
Nesta semana, Meghan Markle e Harry mudaram-se para Los Angeles, nos EUA, com o filho Archie. Note-se que a actriz nasceu naquela cidade da Califórnia, onde a mãe continua a viver.
O casal mudou-se alguns dias antes de Donald Trump ter decretado o encerramento de fronteiras por causa da pandemia de Covid-19.
Meghan Markle e Harry viajaram no seu avião privado e estão instalados numa casa nas proximidades de Hollywood. Há vários rumores que indicam que a actriz pretende retomar a carreira com um filme em Hollywood.
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