A actriz norte-americana Angelina Jolie anunciou, no passado dia 14 de Maio, que tinha feito uma mastectomia dupla. O procedimento cirúrgico teve como objectivo reduzir os riscos de cancro da mama e, desde que a notícia saiu, têm sido imensas as palavras de apoio e admiração, pela sua coragem e determinação e pelo exemplo enquanto figura pública para pessoas que padecem dos mesmos riscos.
Desta vez, as palavras de admiração chegam do próprio cirurgião que operou a actriz. Em entrevista à revista Los Angeles, o doutor Kristi Funk falou sobre a determinação de Angelina em ajudar os outros e sobre o impacto que esta decisão, ao vir a público, poderia ter nas mulheres de todo o mundo. Segundo o próprio,
Ela esperou para encontrar a altura perfeita na sua vida pessoal, profissional e, creio eu mais importante, na sua alma. Ela é intensamente privada, mas calculou o momento em que estaria pronta para revelar algo tão pessoal. Ela sabia que dentro do seu núcleo filantrópico não poderia manter isso em segredo e continuar a ser quem ela é. Ela sempre o soube.
Ele falou ainda sobre a importância de ter sido a própria actriz, enquanto figura pública, a dar conhecimento da sua experiência:
(…) é simplesmente mais fácil as pessoas escutarem alguém que elas adoram e confiam, e isso é o que as celebridades são. Enquanto as celebridades não fazem ideia de quem você é, elas acabam por ser para si, de certa forma, amigas. Portanto, foi a sua amiga Angelina que a levou a perceber o que o cancro da mama é e o que pode vir a ser. Você não fazia ideia, até ela o ter dito, que havia um gene que podia ser testado recorrendo a análises de sangue ou saliva.
Angelina Jolie serviu de exemplo para muitas mulheres, mostrando que o facto de ter recorrido à mastectomia não a deixou menos feminina e que continua a levar uma vida perfeitamente normal.
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