Evan Rachel Wood acusa Marilyn Manson de abusos sexuais e psicológicos

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Evan Rachel Wood

Actriz fala em abusos “horríveis” durante anos. Outras mulheres vieram também a público acusar o músico.

“O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido para o mundo como Marilyn Manson.” É desta forma que Evan Rachel Wood acusa o músico de ter exercido abusos sexuais e psicológicos contra si “durante anos”.

A actriz resolve quebrar o silêncio depois de ter dito, no passado, que viveu uma relação abusiva. Agora, conta que esse companheiro que a maltratou foi Marilyn Manson, com quem namorou entre 2007 e 2010.

“Ele começou a seduzir-me quando eu era adolescente e abusou de mim, horrivelmente, durante anos”, começa por relatar Evan Rachel Wood, salientando.

“Fez-me uma lavagem cerebral e manipulou-me para ser submissa”, diz ainda.

“Fartei-me de viver com medo de retaliações, calúnias ou chantagem”, acrescenta, notando que resolveu “expôr este homem perigoso e chamar a atenção para as muitas indústrias que o protegeram antes que destrua mais vidas”.

“Apoio as muitas outras vítimas que não continuarão em silêncio”, conclui a actriz de 33 anos.

“Abusos sexuais, mentais e físicos tóxicos”

Em 2018, Evan Rachel Wood testemunhou perante um Comité para fazer passar a chamada Declaração de Direitos dos Sobreviventes de Violência Sexual em todos os estados norte-americanos.

“A minha experiência com a violência doméstica foi esta: abusos sexuais, mentais e físicos tóxicos que começaram devagar, mas escalaram ao longo do tempo, incluindo ameaças contra a minha vida, grave lavagem cerebral e manipulação, acordar com o homem que alegava amar-me a violar o que acreditava ser o meu corpo inconsciente”, afirmou Evan Rachel Wood perante os membros do Comité.

Entretanto, depois de ela ter quebrado o silêncio, pelo menos mais quatro mulheres vieram a público acusar Marilyn Manson de tortura e enclausuramento, bem como de abusos sexuais e psicológicos, além de diversas formas de violência e intimidação.

“Fui abusada emocionalmente, aterrorizada e cicatrizada”

A modelo Sarah McNeilly está entre as ex-companheiras de Marilyn Manson que o acusam, alegando que ainda hoje sofre de “problemas de saúde mental” que afectam as suas “relações pessoais e profissionais”, bem como a sua “auto-estima e os objectivos pessoais”.

“Fui abusada emocionalmente, aterrorizada e cicatrizada. Fui fechada em quartos quando era ‘má’, às vezes forçada a ouvi-lo entreter outras mulheres”, relata a modelo.

“Fui repreendida verbalmente durante horas e horas” e “culpada por tudo o que acontecia debaixo do sol para me fazer sentir inútil”, diz ainda, contando que foi “atirada contra uma parede” e que ele “ameaçou” bater-lhe no rosto com um taco de basebol que segurava nas mãos só porque tentou convencê-lo a escolher um certo par de calças para uma filmagem.

Sarah McNeilly diz ainda que viu Marilyn Manson a “aterrorizar e abusar outras” e a “caluniar as suas exs”.

“Acredito que ele goza a destruir a vida das pessoas”, salienta ainda a modelo que diz que quer ver o músico a ser “responsabilizado” pelo seu “diabo”.

Outra modelo, Ashley Lindsay Morgan, conta também no seu perfil do Instagram que “as coisas tornaram-se muitos escuras” mal foi viver com o músico. “Tenho terrores nocturnos, PTSD [Transtorno de stress pós-traumático], ansiedade e, sobretudo, uma incapacitante OCD [Desordem Obsessivo Compulsiva]”, refere ainda.

“Tento lavar-me constantemente para tirá-lo de mim”, acrescenta, concluindo que o denuncia para que ele “finalmente páre”.

No passado, o artista já tinha recebido acusações semelhantes.

Em 2009, Marilyn Manson foi citado, num artigo numa revista, a dizer que tinha “fantasias, todos os dias, sobre esmagar o crânio [de Evan Rachel Wood] com uma marreta”.

Mais tarde, confrontado com essa declaração, o músico alegou que foi apenas uma intervenção “teatral” de uma estrela de rock que estava a promover o seu novo álbum.

//SV

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