Facebook está ‘morto’ e ‘enterrado’?

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O Facebook, a maior rede social do mundo que atraiu milhões de pessoas ao longo dos últimos anos, foi alvo de um estudo europeu que revelou que os adolescentes mais velhos o consideram como “morto” e “enterrado”.

De acordo com o The Guardian, os adolescentes estão a ‘fugir’ do Facebook para redes como o Twitter, o Instagram, WhatsApp ou o Snapchat, por forma a evitarem os pedidos e comentários embaraçosos de pais e familiares.

O Estudo Global de Impacto dos Media Sociais, que foi aplicado em 8 países europeus e que se concentrou na faixa etária dos 16 aos 18 anos, revelou que os usuários mais velhos estão a saturar o Facebook, levando os mais jovens a procurar novas alternativas.

O antropólogo Daniel Miller, líder desta pesquisa e professor na  Universidade de Londres revelou:

O Facebook não está apenas a deslizar – ele está basicamente morto e enterrado. Na maioria dos casos, eles [jovens] até se sentem envergonhados de estarem associados à rede. Onde no passado os pais se preocupavam com os seus filhos que se juntavam ao Facebook , as crianças agora dizem que é a família que insiste para que eles lá permaneçam a postar sobre as suas vidas.

O que pareceu ser o momento crucial para a decisão de um jovem deixar o Facebook foi certamente o dia em que a sua mãe lhe envia um pedido de amizade. Não é nada de novo os jovens se preocuparem com estilo e status em relação aos seus semelhantes, e o Facebook simplesmente já não é fixe. 

O mesmo estudo revelou que os jovens não se preocupam com o facto da rede social ser sofisticada e menos funcional. O uso comercial da sua imagem ou informações e questões ligadas à prática de vigilância são questões que também não geram preocupação.

Numa parte do estudo efectuado, 40% dos usuários italianos nunca tinham mudado as suas configurações de privacidade e 80% revelaram que não se importavam se a sua informação fosse acedida por outras pessoas ou organizações.

Ainda de acordo com a mesma publicação, o antropólogo Razvan Nicolescu também revelou  o seu parecer acerca deste estudo:

A maioria das pessoas tenta apresentar-se on-line da maneira que acham que a sociedade espera que eles sejam. Parece que as redes sociais não funcionam para a mudança – da sociedade, de noções de individualidade e conexão, e assim por diante – mas sim como uma força conservadora que tende a fortalecer as relações sociais convencionais (…).

E tu? Concordas com este estudo?

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