Limp Bizkit no EDP Vilar de Mouros 2020

0

A banda americana, liderada por Fred Durst, regressa ao Minho onde se estreou ao vivo, em Portugal, há 20 anos

No EDP Vilar de Mouros, os Limp Bizkit vão renovar as juras de amor com o público português, num concerto que irá descabelar a plateia e abalar com todas as leis da física. A atuação está marcada para dia 27 de agosto, dois dias antes do já confirmado concerto de Iggy Pop.

Consensualidade nunca foi um atributo procurado pelos Limp Bizkit, eles que têm a insubmissão tatuada no corpo e na alma. Portugal não ficou indiferente ao fenómeno que marcou a última década do último milénio e rendeu-se ao sucesso e à virulência das letras, aos riffs e aos scratches dos Limp Bizkit. Foi aliás no nosso país – mais precisamente no reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, em Lisboa – que os norte-americanos rodaram um dos seus mais famosos videoclipes, o do tema Boiler, em 2001, depois de no ano anterior se estrearem ao vivo no já extinto Festival Ilha do Ermal, em Vieira do Minho. Seguiram-se dois concertos ainda em 2001 no então Pavilhão Atlântico, onde voltariam a actuar em 2010, já com Gold Cobra – o sucessor de Results May Vary (2003) – debaixo do braço. O último concerto em Portugal aconteceu no Rock in Rio, em 2012.

Os Limp Bizkit começaram a dar nas vistas em 1995 com a demo Mental Aquaducts que passou de mão em mão ao ponto de os ter levado a integrar uma digressão com os House of Pain e de terem feito a primeira parte dos Korn no extinto Dragonfly Bar, em Hollywood. A partir desse momento não demorou muito para que a banda de Filadélfia assinasse o seu primeiro contrato e trouxesse para as ruas o álbum Three Dollar Bill Y’All (1997), uma entrada a pés juntos na cena rap-metal incendiada pela versão de Faith, de George Michael, música que estourou nas rádios americanas e que puxou Durst, John Otto, Sam Rivers, Wes Borland e DJ Lethal para o palco do Ozzfest, em 1998.

Seguiu-se Significant Other(1999), o disco da afirmação absoluta dos Limp Bizkit e número 1 do top Billboard 200, ultrapassando a marca das mais de dezasseis milhões de cópias vendidas em todo o mundo. A consagração comercial deveu-se em grande parte a malhas como Nookie, Break Stuffou Re-Arranged, marcas icónicas do nu-metal.

Embora os Limp Bizkit nunca tenham granjeado a simpatia absoluta dos media, a crescente corrente de fãs e o sucesso de vendas falaram mais alto do que qualquer crítica e o público acolheu de braços abertos e com naturalidade o terceiro álbum de originais, Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000). Rolin’, My Way ou Take a Look Around mostraram o porquê do disco ter chegado ao primeiro lugar das tabelas de vendas em vários países, catapultando-os do movimento nu-metal de onde vinham, para o mainstream à escala planetária que os consagrou como uma das maiores bandas do mundo.


//Flagra

Artigos Relacionados

Sê o(a) primeiro(a) a comentar

Veja também