Foi com orgulho que este fim-de-semana Maria Vieira se juntou a André Ventura na manifestação que decorreu na capital. Entre as várias críticas à posição adoptada pela atriz os destaques vão para a opinião do cineasta Vicente Alves de Ó e de Ana Bola que confessam já não reconhecer a atriz.
“A tristeza profunda de tudo isto. A tristeza profunda no rosto dela. Os olhos. Estes olhos cheios de tristeza. De quem não acredita em mais nada. Olhos de quem grita a sua tristeza e a sua tragédia. De actriz de comédia a trágica. Que triste, tudo isto. Que tristeza tão grande disfarçada de ilusão política” referiu o cineasta na sua conta de Facebook.
Mas Vicente Alves de Ó foi mais longe e levantou algumas questões “Como se dentro deste corpo morasse a sombra doutra pessoa. Quem foi essa pessoa? Quem é esta sombra de mulher? É como se uma desconhecida tomasse conta do corpo duma pessoa amiga, de longa data, que conhecemos de sempre. Alguém cá de casa e que nos fez rir tantas vezes. Quem és tu? – diria o texto de Garrett. Quem és tu?”.
Em resposta a este post Ana Bola lamenta “Bom, esta foto é de uma personagem de um filme. O que ela transmite mais, quanto a mim naquela tristeza de ontem, é um ódio profundo e uma raiva sem medida.Triste estará muitas vezes, com certeza, basta ter deixado de ser quem era”.
Ainda na sequência deste comentário, a atriz deu a sua opinião para esta mudança por parte daquela que já foi uma das atrizes mais acarinhadas do público português “A Maria anda triste e revoltada há muitos anos por várias razões. Acho que transformou essa tristeza em ódio por tudo o que mexe e sobretudo por quem tem sucesso na profissão, até porque a convenceram que ela melhor do que todos nós. E ela acreditou”.
“Ela há muito mas muito tempo que tinha duas personas, a que convivia conosco, que se divertia, que se soltava, e a outra… Submissa, controlada, induzida a ser má, a contar as linhas de texto que tinha em relação aos outros, questionada se lhe tinham feito planos e se tinha conseguido dizer e cumprir as indicações que trazia de casa, depois com o trabalho no ar ser confrontada com as críticas de não ter feito como a tinham mandado, etc, etc… Isto dá cabo de qualquer um.Ela sempre foi frágil, insegura, “diferente”, portanto foi atingida e não foi pouco. Eu tenho muita pena. A Maria não deixa de ser uma vítima” pode ler-se.
//AR
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