Famosos homenageiam Emídio Rangel nas redes sociais

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Esta quinta-feira faleceu Emídio Rangel, aos 67 anos, na sequência de um cancro na bexiga.

Nas redes sociais várias foram as figuras públicas que homenagearam o fundador da TSF e ex-director geral da SIC.

Fátima Lopes, Apresentadora:
“Acabo de saber da morte do Emidio Rangel. Confesso que não estava preparada para esta noticia. Achei sempre que ele venceria mais esta batalha. É graças a ele e ao facto de ser um visionário, que me fiz apresentadora. Obrigada Emidio! A minha gratidão é eterna”.

Catarina Furtado, Apresentadora:
“Querido Emídio, partiu a achar sempre que ia vencer mais uma batalha. Para onde for levará consigo uma capacidade invulgar para liderar equipas e fazer parecer possível, o impossível. Um homem de extremos, permanentemente entusiasmado, com talento para criar grandes amizades e ódios de estimação. Agradeço-lhe eternamente não ter tido medo de arriscar quando me disse que eu era a pessoa certa para apresentar o Chuva de Estrelas, um programa de grande responsabilidade que ajudou a SIC a liderar. Atirou-me às feras e fez com que eu própria passasse a acreditar mais em mim. A minha memória não é curta. Obrigada. E obrigada pelo enorme legado que deixou na Comunicação Social. Um abraço muito apertado, queridas Ana e Catarina.”

Rita Ferro Rodrigues, Apresentadora:
“Entrávamos no gabinete do Rangel a achar que determinado trabalho que nos tinha sido atribuído era um cócó e saíamos de lá , de peito erguido, com o mesmo cócó com que entráramos, mas a achar que era um cócó de ouro , o mais precioso do mundo e nós os únicos capazes de lidar com tamanha raridade. Era assim , o Rangel . Genial , sedutor , brilhante , galvanizador. Um líder com muitos defeitos como todos os homens mas absolutamente fascinante . Magnético . No primeiro ano de SIC Notícias ( estava eu a fazer madrugadas ) na noite dos Globos de Ouro veio buscar -me à redação ( onde eu despachava notícias como se não houvesse amanhã ) para ir à festa da estação . Devo -lhe e ao Nuno Santos, a minha entrada na SIC , SIC que me deu dois filhos , os melhores amigos do mundo e os melhores momentos a trabalhar , fazendo o que gosto , acompanhada dos melhores . Deu -me muito . Disse -lhe isso em vida , agradeci -lhe em vida . Mas aqui vai de novo : obrigada Velho Leão. Por tudo”.

Cristina Ferreira, Apresentadora:
“Há pessoas que sem se aperceberem mudam a vida dos outros para sempre. Estou aqui hoje porque este senhor resolveu criar um curso de apresentadores de televisão que frequentei. Não fosse Emídio Rangel e eu não seria a Cristina Ferreira do ecrã. Obrigada por me ter tocado. Em vida e na vida. Cf”

Nuno Santos, Ex-diretor de informação da RTP:
Dizem que o Emídio Rangel morreu. Não é verdade Quem entra na história, quem a faz fica eternamente vivo. Mesmo que seja da pequena história da Comunicação Social em Portugal nesta era de tantas e tão vertiginosas transformações. Parece que passou pouco tempo, talvez tenha passado, mas temos já o distanciamento suficiente para saber que o Homem que criou e dirigiu a TSF e que depois, durante uma década, liderou com energia, visão e arrojo o primeiro Canal de Televisão Privada em Portugal fazendo da SIC uma máquina de sonhos é – escrevi é, não escrevi foi, uma figura especial. Inesquecível. Como ele próprio escreveu um dia – “quisemos a Lua e tocamos-lhe com os dedos”. Durante os quase 29 anos que levo de actividade o Emídio Rangel foi a pessoa que mais me influenciou e aquela com quem estabeleci uma relação quase umbilical. Sim, fui o seu “Delfim” sem pedir para o ter sido, mas nem por isso hesitei em confronta-lo e combatê-lo quando achei que isso devia ser feito. A vida coloca–nos à prova, às vezes quando menos esperamos. Foram dez terriveis anos de afastamento e rancor nunca disfarçado quebrados num longo (e acho que desejado) almoço de várias horas à beira do Verão de 2011. Para mim foi um dia feliz. Um dia de paz. Durante essa década tanta coisa mudou nas nossas vidas que dificilmente voltaríamos ao ponto de partida, mas encontrar o Emídio de novo foi reconfortante. O essencial, aquilo que é invisível à vista, estava lá. Nunca se perderá. Foi, de certa forma, como reabrir uma velha estrada que nos levava a um belo lugar e que, por ter estado ao abandono, não podia ser percorrida. Nos últimos meses – a vida é mesmo irónica – um projecto para Angola, a terra onde nasceu e que amava, juntou-nos. Era, e é um pequeno projecto ao pé de outros onde ele esteve, mas encontrei-o entusiasmo e com as vistas largas de sempre. Nunca pensou pequeno. Por um acaso do destino almocámos juntos no dia em que soube que o cancro, que ele já vencera tenazmente uma vez contra todas as expectativas, o atacava, traiçoeiro, de novo. Talvez – no fundo – ele amaldiçoasse aquele momento que eu involuntariamente testemunhei, mas vi no seu olhar o brilho de sempre e a vontade de ir à luta em mais uma batalha. A vida do Emídio foi isso mesmo – uma vida de constantes batalhas. Perdeu imensas, mais do que gostava de admitir, mas ganhou com distinção e raro talento as mais importantes. É isso que fica. É isso que nos deixa. Curvo-me respeitosamente perante a sua memória e esse seu legado. Deixo à Ana e à Catarina, ao Sr.Emídio, ao Jorge, ao Zé e ao Rui os meus sentimentos. Eu e a minha geração de profissionais tivemos, de facto, muita sorte. É nisso que penso e quero pensar no futuro.”

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