Paula Carvalho denuncia falha na ajuda às vítimas de Pedrógão Grande
O povo português juntou-se no apoio às vítimas da tragédia de Pedrógão Grande, contribuindo com dinheiro, vestuário, roupas e bens essenciais. Numa iniciativa inédita, vários artistas reuniram-se no Meo Arena, num concerto solidário que arrecadou mais de um milhão de euros. As ajudas continuam a chegar, mas ao que parece não está a chegar a todos os afetados.
Num testemunho dado por Paula de Carvalho e partilhado na página de Ruy de Carvalho, revela “Desde o dia 18 que milhares de pessoas deste pais se juntaram para doar dinheiro e bens às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, Castanheira de Perâ. Figueiró dos Vinhos, Ansião e Pampilhosa da Serra…e outras zonas afectadas. Comigo e com o meu pai, de 90 anos de idade, e por iniciativa da Mónica Sintra, partiu de imediato para a zona dos incêndios no dia 19, à noite ,uma caravana que levava cerca de 50 toneladas de alimentos, água, leite, comida para animais, roupa e um sem número de coisas …”.
Paula de Carvalho, que afirma ir duas vezes por semana ao terreno “para tentar ajudar localmente “, denuncia “Há muitas aldeias onde ainda ninguém chegou com os bens essências… há locais, onde os bens não são distribuídos, porque as casas ficaram intactas, mas não se pergunta se perderam alguma coisa… há pessoas a quem se dá coisas, sem perguntar se são doentes, como diabéticas, e se distribui, apenas porque sim… há locais também , onde há muita gente a açambarcar… Nem toda a gente pode ir aos centros de recolha e entrega …porque muitos não têm carro…são muito idosos, ou simplesmente porque têm vergonha de pedir……Para além dos incêndios , é preciso não esquecer que muitas destas pessoas são pobres…ou com parcos recursos…e que as oliveiras, ou as batatas que produzem , são o seu sustento anual…mais as pequenas pensões que recebem do estado…”.
A filha de Ruy de Carvalho ressalva, no entanto, “Não digo que as instituições , que estão nos locais, não estejam a fazer um trabalho meritório, em especial na roupa, que é preciso separar e ver se tem qualidade, mas na prática, em muitas das aldeias afectadas, e por testemunho desta nossa equipa e outras, de que tivemos conhecimento, as pessoas só receberam o que estes voluntários levaram…”.
No mesmo comunicado houve ainda espaço para um apelo “Vão até lá…e se não tiverem posses para mais, levem abraços ou apreciem a beleza do que restou daquela linda zona do nosso país, ajudando o comércio local… Desafio os meus colegas JORNALISTAS a irem amanhã connosco
andar no terreno….ajudar a distribuir os legumes frescos que nos estão a doar…as sementes para plantar e as flores que alguns hortos vão plantar connosco. para amenizar a escuridão em que aquelas pessoas estão mergulhadas…”.
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