Jessica Athayde reage a críticas sobre o seu corpo após ter desfilado no Moda Lisboa

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Jessica Athayde foi um dos muitos rostos que pisaram a passerele da Moda Lisboa no passado fim de semana, no entanto, ao contrário das modelos profissionais, Jessica acabou por ser alvo de duras críticas nas redes sociais.

A atriz desfilou de biquini marca Cia Marítima, no entanto, uma foto em que ficou menos favorecida foi o mote para muitas críticas ao corpo da atriz. Críticas essas vindas, sobretudo, do público feminino.

Sob o título “Para mulheres reais”, Jessica Athayde publicou um artigo “sobre as mulheres e a forma como são permanentemente olhadas, julgadas e atacadas”, no seu blog jessy james.

Quanto ao seu corpo a jovem atriz esclarece: “Sou actriz. Não sou modelo. Optei há muito por um estilo de vida saudável, com escolhas que faço todos os dias em relação à minha alimentação e prática de exercício físico. (…) Quero ser saudável e feliz como tantas outras mulheres”.

Acrescentando, “desfilei na Moda Lisboa como convidada. Desfilei com o corpo que tenho que é o meu e no qual me sinto muito bem”.

Jessica Athayde não escondeu a surpresa das proporções que a sua fotografia, tirada durante o desfile, teve nas redes sociais. Qual não foi a minha perplexidade quando observo que, a propósito de uma fotografia menos feliz, sou alvo de críticas, comentários desagradáveis e uma série de mimos, próprios deste mundo das redes sociais, em que ainda nos estamos a habituar a viver. Estes comentários foram feitos na maioria por mulheres. Mulheres, vou repetir. Mulheres que são filhas, mulheres que são mães, mulheres que ainda não perceberam que cada vez que cedem à tentação de atacar outra mulher com base nas suas características físicas, estão a enfraquecer a condição feminina, em vez de lhe dar força. Estão a cultivar as inseguranças, as desordens alimentares, a escravidão da imagem”.

O objectivo com estas palavras não foi o de chamar atenção para si, mas sim o de alertar para o que acontece com muitas outras mulheres. “Sou uma mulher segura, pelo menos trabalho nesse sentido. Se este incidente fosse só sobre mim, posso garantir-vos que pouca importância lhe daria. Mas questiono-me sobre a quantidade de mulheres menos seguras, de todas as idades, mais ou menos felizes, magras, gordas, altas, baixas sofrem este tipo de perseguição no seu dia-a-dia. Mulheres que ao contrário de mim, não têm uma voz que se faça ouvir… Para alguma coisa tem de servir o facto de ser figura pública. Que seja então para dar voz a um grito que sei ser de muitas que me estão a ler neste momento: CHEGA!”.

Facebook/ Reprodução

Facebook/ Reprodução

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