Psicóloga está a ser duramente criticada pelas posições que tem assumido sobre a pandemia de covid-19.
Joana Amaral Dias tornou-se num dos temas mais falados do Twitter nas últimas horas e chovem ataques contra algumas das posições que a comentadora de televisão tem assumido sobre a pandemia de covid-19.
Há quem considera que “é ridículo ela ter tempo de antena” fazendo referência à sua participação no programa “O Dilema” da TVI24, mas também a uma publicação que ela fez no Instagram em formato de Stories.
Nas redes sociais, está a ser partilhada uma imagem do perfil de Joana Amaral Dias que mostra a estrela que os judeus eram obrigados a usar pelo regime nazi, mas com a inscrição “não vacinados”.
As Stories do Instagram desaparecem ao cabo de 24 horas, pelo que o Flagra não conseguiu confirmar se a comentadora de televisão publicou de facto a imagem. Mas tudo parece indicar que sim e as críticas caem-lhe em cima.
“Acho ridículo a Joana Amaral Dias fazer a comparação dos não vacinados com os judeus nos campos de concentração”, atira uma utilizadora do Twitter.
“A Dra. Joana Amaral Dias nunca reparou que é obrigatório mostrar um caderno de vacinas em dia para se matricular na universidade? Ou um comprovativo de vacinação contra a febre amarela quando se viaja para a África do Sul? Vou pedir a minha estrelinha com retroactivos”, aponta outro utilizador daquela rede social.
Joana Amaral Dias contra o confinamento
Joana Amaral Dias é a mais recente aposta da TVI para o seu painel de comentadores e vai ser presença assídua no programa “O Dilema” da TVI24.
Além disso, também marcou presença no programa de Maria Botelho Moniz e Cláudio Ramos, participando na “Crónica Criminal”, onde deverá estar uma vez por semana.
Estas opções do canal estão a receber algumas críticas, mas também há quem destaque que, mesmo que não “adore o trabalho da TVI” e “muito menos” concorde com Joana Amaral Dias, “a pluralidade de opiniões é obrigatória no serviço público do jornalismo”.
No programa “O Dilema”, Joana Amaral Dias insurgiu-se contra as declarações da economista Susana Peralta que defendeu, numa entrevista ao jornal Inevitável, que a “burguesia do teletrabalho” devia pagar a crise, por exemplo com “um imposto extraordinário”, por não terem perdido os rendimentos por causa da covid-19.
“Sugerir que um trabalhador que vive do seu salário deva pagar a crise é repulsivo”, entendeu a comentadora de televisão e ex-deputada do Bloco de Esquerda.
“Propor o roto contra o nu, o pobre contra o descamisado, o desempregado contra o subsidiado é absolutamente inaceitável”, atirou ainda Joana Amaral Dias, considerando também que “não foi o vírus que causou falências e fome”.
A crise económica foi provocada por “uma opção política” que atirou para “prisão domiciliária milhares de portugueses inocentes e saudáveis que queriam e podiam trabalhar”, salientou ainda.
Após estas declarações há quem refira que Joana Amaral Dias “passou de política sensata e respeitada para comentadora da CMTV e influencer rasca”.
Além disso, também há quem note a “quantidade de anormalidades que Joana Amaral Dias diz sem que alguém reponha a verdade dos factos”. “Foi o frio que agravou a covid em Janeiro? Os testes dão 95% de falsos negativos? Não só convidam negacionistas, como nem os obrigam a discutir com base em factos”, atira ainda outro utilizador do Twitter.
//SV
Esta Comparação não só revela uma Enorme Ignorância Histórica, mas também uma Chocante Insensibilidade Moral.