Há cerca de duas semanas Bernardina, concorrente da 4ª edição da Casa dos Segredos, referiu-se ao apresentador do “Você na TV” como “paneleiro”.
Casa dos Segredos: Cristina Ferreira e Goucha reagem a ofensas de Bernardina
Agora, em jeito de resposta, o apresentador Manuel Luís Goucha publicou, no seu blog, um artigo sob o nome “Aos ‘Bernardinos’ e ‘Bernardinas’ desta Vida”, no qual aborda o momento em que revelou à sua progenitora que era homossexual:
Aos dezanove anos, e já era há dois por minha conta e risco, tive uma demorada conversa com a senhora minha mãe para lhe explicar o caminho que havia escolhido para a minha vida.
Perante esta revelação, diz o próprio Goucha que a reacção da progenitora foi positiva:
Estávamos conversados e não havia margem para outras alternativas: ou mantínhamos a relação mãe/filho ou cada um seguiria o seu caminho. A resposta surgiu pronta e luminosa: “só quero que sejas feliz!”, disse-me ela, como que a dar colo ao desassossego.
Em jeito de homenagem a este gesto da mãe, cuja admiração sempre mostrou publicamente, afirmou que:
Até hoje tenho procurado não trair o seu gesto de grandeza e aceitação, ao permitir-me ser eu próprio, perante si e os outros, independentemente de concordar comigo ou não. Por isso a tenho, para sempre, como mãe.
O apresentador realçou ainda que nunca quis ser o que os outros esperavam de si e que só a verdade é libertadora:
Ser ou não ser é sempre a questão, mas só a verdade inspira e liberta. Sempre me soube como sou e nunca quis ser o que outros quisessem que eu fosse. E o caminho não é a direito, há sucessos e fracassos, há altos e baixos. Mas só assim entendo o processo evolutivo, por isso quero mais para ser maior.
Manuel Luís Goucha rematou o artigo mostrando que a opinião dos outros não importa, e desejando felicidades a todos os Bernardinos e Bedrnardinas deste país:
Entendem agora porque conta pouco a opinião de quem não me conhece? De quem procura menorizar, através do motejo, o meu jeito de ser e de gostar? Digam o que disserem, a minha alma será sempre maior. E pobres os que se fecham em preconceitos, não dando, assim, espaço à surpresa. Esta é a Minha Vida. A Vida que quis para mim.
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