O músico Pedro Abrunhosa estreou a sua mais recente música “Tempestade” no “Jornal das 8” da TVI e é um tema inspirado nos tempos de pandemia em que vivemos.
“Tempestade” conta com a colaboração de Carolina Deslandes a cantar e com a produção de Diogo Piçarra. O novo tema de Pedro Abrunhosa foi apresentado, em primeira-mão, no “Jornal das 8” desta terça-feira, na TVI.
A letra da música inclui palavras como “saudade”, “bonança” e “tempestade”, além de expressões como “anjos de verdade” e frases como “meu pai, não vás tão cedo desta mesa”.
Pedro Abrunhosa explicou ao jornalista José Alberto de Carvalho que se inspirou na ausência forçada do pai, bem como no isolamento e no distanciamento social obrigatório por causa da pandemia, para escrever a música. “Todos estamos afastados de alguémn, no meu caso, do meu pai”, revelou.
“Nenhum de nós, enquanto autor, pode viver este tempo e ficar indiferente”, salientou ainda o músico, frisando que vivemos “um tempo de reflexão sobre a memória do que éramos e sobre o desejo do que queremos ser”. “É um tempo de reencontro com a nossa própria interioridade”, salienta ainda Pedro Abrunhosa.
Mas este tem sido também “um tempo de afastamento dos beijos, dos abraços, do toque daqueles que amamos”, salienta, realçando a “dor tremenda do beijo que não se dá”.
“O homem é um animal de afecto”, considera ainda Pedro Abrunhosa, frisando que nos países do Sul “não vivemos para este temperamento norte-europeu de afastamento e de distância”.
Sobre a pandemia de Covid-19, Pedro Abrunhosa destaca que “teve o condão de nos mostrar a nossa imensa fragilidade”. “Veio aplainar diferenças, estratos sociais, partidos, futebol, regiões, e veio mostrar que somos todos fraternos e muito mais próximos do que julgávamos”, nota ainda o músico.
Já no seu perfil do Facebook, Pedro Abrunhosa realça que “‘Tempestade’ é uma Canção que fala dum tempo que nunca devíamos ter vivido, para nos lembrarmos quem éramos e que sonhos tínhamos quando nos obrigaram a separar dos beijos dos que nos amam”.
“Escrevo o que vejo, o que sinto, o que gostaria que por aí viesse. A música é sempre uma alegoria invendável e um mistério que, felizmente por razões que nenhuma palavra explica, nos move e comove”, escreve ainda o músico.
Sobre a parceria com Carolina Deslandes, Pedro Abrunhosa refere que a cantora “é das pessoas mais íntegras que jamais” encontrou no seu percurso profissional. “Nada na Carolina a distancia da obra que, tão nova, já fez. A genuinidade é atributo de poucos e talvez a dela, para além do incrível talento para a escrita e para performance ao vivo, ajude a explicar o amor incondicional que desperta”, realça o músico.
Pedro Abrunhosa também deixa uma palavra para Diogo Piçarra, notando que o “desinquietou” para o ajudar “a entender para onde podia ainda a música crescer”. “O Diogo é muito Músico. Muito mesmo. Daqueles de mão cheia. Dos que entendem a fundo cada sílaba com o afecto que dedicam aos seus próprios passos”, realça o compositor.
Carolina Deslandes e Diogo Piçarra colaboraram com Pedro Abrunhosa à distância, a partir das suas casas, como o próprio explica.
Pedro Abrunhosa também revela que o videoclip que acompanhará a música foi feito pelo filho Hugo. “Em três dias, usando imagens que dos quatro cantos do mundo lhe iam chegando, editou e montou com João Pacheco, cada qual em sua casa, o magnífico clip que sublinha a minha canção”, sustenta.
//SV
Sê o(a) primeiro(a) a comentar