Células Estaminais Mesenquimais ajudam na recuperação de vítimas de AVC

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Casal de Idosos - Imagem Figurativa

Resultados de um ensaio clínico realizado nos EUA revelam melhorias significativas em vítimas de AVC em fase crónica, após a infusão de células estaminais de medula óssea.

Durante o ensaio clínico, o grupo de investigadores recrutou 36 doentes, em média com 61 anos de idade, com história de AVC de intensidade moderada há mais de 6 meses e com um grau de incapacidade funcional significativo, como por exemplo deslocar-se apenas em cadeira de rodas ou necessitar de assistência domiciliária para as suas atividades quotidianas. Foram feitas análises laboratoriais, eletrocardiograma e Tomografia Axial Computorizada (TAC) para monitorizar o estado de saúde dos doentes. Foram também aplicados vários testes para avaliar a sua progressão em termos de capacidade cognitiva, saúde mental e capacidade para realizar as tarefas do dia-a-dia.

Após a infusão, estes doentes apresentaram melhorias significativas ao nível da saúde mental, com menos casos sugestivos de depressão, bem como de recuperação funcional, passando os doentes a estar mais autónomos no seu dia-a-dia. Inicialmente, apenas 11% dos doentes eram independentes, sendo que, um ano após o tratamento, o número de doentes totalmente autónomos tinha aumentado para 35%. Foram registados apenas dois efeitos adversos potencialmente relacionados com o tratamento, de intensidade moderada (uma infeção urinária e uma irritação no local de administração), que ficaram completamente resolvidos.

Segundo Bruna Moreira, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, “embora estes resultados não sejam conclusivos, são promissores e sublinham a importância de prosseguir para um ensaio clínico com maior número de doentes e controlado com placebo, para que se possa chegar a resultados mais sólidos acerca da eficácia deste tratamento inovador”.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais causas de degradação da qualidade de vida, pois muitos dos sobreviventes permanecem durante muitos anos em situação de incapacidade grave. Por esta razão, tem havido um grande investimento no desenvolvimento de novas terapias que possam minimizar as sequelas de AVC e melhorar a qualidade de vida destes doentes. Embora as estratégias existentes de momento sejam limitadas em termos de eficácia, estão a ser testados novos tratamentos, com base em células estaminais, que podem vir a ajudar na recuperação destes doentes. Segundo os estudos pré-clínicos publicados, as células estaminais mesenquimais, que se podem obter a partir de medula óssea, cordão umbilical ou tecido adiposo, estão entre as mais promissoras para utilização em medicina regenerativa em contexto de AVC.

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