De 16 de maio a 2 de julho, vários espaços expositivos da cidade do Porto vão acolher a primeira edição da Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto que celebra a prática artística e se renova a cada dois anos.
As mudanças culturais e ambientais, e o reconhecimento do ser humano enquanto força de construção e destruição da estrutura do planeta, são o ponto de partida para um conjunto de interrogações para promover a criação, o debate e a reflexão. Um Ci.CLO que traz ao Porto 16 exposições, 11 curadores e 53 artistas, nacionais e estrangeiros. Krysztof Candrowicz, Diretor artístico da Trienal de Fotografia de
Hamburgo fará a curadoria da exposição “Stories on Earthly Survival”, no Centro de Português de Fotografia, a 18 de maio.
“Adaptação e Transição” é o tema da primeira Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto “que propõe um espaço de debate, investigação e criação onde possam emergir trabalhos que proponham uma renovação, que estimulem o questionamento e a formação de novas visões e perspetivas”, afirma Virgílio Ferreira, diretor artístico da Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto. O principal desafio passa por pensar os sintomas desta crise ecológica, e re-imaginar outros estratégias de regeneração social e ambiental, através da prática artística. A Ci.CLO desenvolve um trabalho contínuo de pesquisa e
experimentação em colaboração com artistas, que a partir da fotografia e da sua relação transdisciplinar com outros campos artísticos, coloquem em questão as suas próprias metodologias e proponham narrativas, tanto utópicas como distópicas, motivadas por mudanças culturais e ambientais.
Os vários blocos expositivos irão apresentar maioritariamente projetos inéditos desenvolvidos por artistas nacionais e internacionais, consagrados e emergentes, com intervenção em 15 espaços da cidade: Jardins do Palácio de Cristal, Reitoria da Universidade do Porto, Galerias e átrios do edifício dos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto, Mira Fórum, Palácio de Belomonte, Centro Português de Fotografia, Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Salut Au Monde!, Casa do Infante, Galeria Painel do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto,
Palacete Viscondes de Balsemão, Casa Tait, Estação de Metro São Bento e Aliados. Após a Bienal no Porto alguns trabalhos serão selecionados para uma itinerância nacional e internacional, promovendo a sua visibilidade entre vários públicos.
Pensado a partir de formatos artísticos e educativos multidisciplinares e com o intuito de estimular métodos de formação-criação-ação, o programa da Ci.CLO Bienal’19 inclui ainda um conjunto de oficinas, a realização de um simpósio, bem como a edição de um Guia-Verde. “O objetivo é estimular os artistas e a comunidade, a contribuir para a integração das artes na sensibilização para a sustentabilidade”, explica Virgílio Ferreira, diretor artístico e também ele um fotógrafo consagrado e com trabalhos expostos em Portugal e no estrangeiro.
Através de programas de residências artísticas, exposições, fóruns públicos e projetos de criação, a Ci.CLO Bienal’19 estabelece importantes colaborações interculturais entre Portugal e outros países.
Ci.CLO Bienal’19 conta com o apoio da Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal do Porto, bem como parceiros de referência internacional como a Fundação Ásia-Europa e a Trienal de Fotografia de Hamburgo, um dos maiores eventos de fotografia da Europa.
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