É no rescaldo das principais comemorações do ano que a traição acontece.
Uma pesquisa levada a cabo pelo site de relacionamentos extraconjugais, com o intuito de avaliar comportamentos dos utilizadores em datas comemorativas, concluiu que o Natal e o Réveillon são dias que propiciam a vontade de trair. “São dias de autorreflexão, em que é suposto estar-se feliz, mas nem sempre isso acontece”, explica Noel Biderman, fundador do AshleyMadison.com. Eduardo Borges, representante do site em Portugal e no Brasil, coaduna: “Períodos prolongados junto à família podem gerar uma pressão enorme em relacionamentos que já estão em crise. Não é por acaso que janeiro é um dos meses com maior taxa de divórcios no mundo.”
Números do Instituto Nacional de Estatística confirmam esta tendência: nos últimos 12 anos, este foi o mês com o maior número de “casamentos dissolvidos entre pessoas do mesmo sexo”. A alternativa é, não raras vezes, a traição. “Numa manhã de segunda-feira (dia em que se regista o maior número de acessos ao site) é fácil alguém acordar e chegar à conclusão que não quer voltar a ter um fim-de-semana repleto de discussões. Quer, por oposição, paixão e afeto”, afirma Biderman. É, pois, nessas alturas, que a vontade de trair surge e que o acesso ao site se consuma.
Quando questionados acerca da melhor data para trair, 28% dos utilizadores do site dizem preferir o Natal e 54% a Passagem de Ano. “A pesquisa demonstrou claramente que os utilizadores dão cada vez mais atenção às amantes nesses dias”, conclui Eduardo Borges.
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