Homem fingiu estar em coma durante dois anos e enganou tudo e todos

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Basel Yazouri / wikimedia

Um homem de 47 anos está a surpreender o Reino Unido depois de ter fingido estar em coma, durante dois anos. A sua esposa de 33 anos foi cúmplice desta elaborada farsa que enganou elementos do Ministério Público, polícias e jornalistas.

O caso é revelado pelo jornal inglês Daily Mail que atesta que Alan Knigh, um antigo soldado, tinha como intenção fugir a um processo em que é acusado de burla por um vizinho.

Tudo terá começado em 2008, quando este homem terá enganado o tal vizinho, retirando-lhe cerca de 40 mil libras da pensão de uma conta bancária, para pagar férias e para comprar uma caravana. Esta pretensa fraude ter-se-á mantido até 2011.

Ora, depois de a acusação ter entrado em tribunal, Alan Knigh terá engendrado o esquema do coma, conseguindo escapar a uma ida a tribunal com a sua pretensa condição de saúde.

A mulher, Helen Knight, foi sua cúmplice, escrevendo várias cartas às autoridades e até aos jornais locais, pedindo ajuda para o marido conseguir livrar-se do processo, argumentando que ele estava em coma e que só piscava os olhos.

Esta dedicada mãe de três filhos conseguiu que o Ministério Público escrevesse à polícia em apoio do marido e também que o caso fosse reportado pelos jornais como uma situação de brutalidade policial.

Todavia, a fraude foi descoberta, depois de o homem ter sido apanhado a conduzir e a caminhar em perfeita saúde num hipermercado por câmaras de segurança, conforme se pode ver no vídeo reproduzido de seguida.

Alan Knigh não teve outro remédio e já admitiu 19 acusações de falsificação, fraude e roubo, e tem pela frente, quase garantidamente, uma pena de prisão. Os responsáveis do Ministério Público que foram enganados esperam que ele seja feito um exemplo pelo sistema judicial.

É preciso enviar uma mensagem forte àqueles que pensem em adoptar tácticas semelhantes“, alerta o juiz que avaliou o caso, citado pelo Daily Mail, notando que esta situação tem “aspectos únicos” e que o seu protagonista é um “actor muito conseguido e determinado“.

Um dos detectives que se encarregou do caso também assume que, em toda a sua carreira, este foi o processo de fraude de longo termo “mais calculado” que já enfrentou.

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