Um homem de 47 anos está a surpreender o Reino Unido depois de ter fingido estar em coma, durante dois anos. A sua esposa de 33 anos foi cúmplice desta elaborada farsa que enganou elementos do Ministério Público, polícias e jornalistas.
O caso é revelado pelo jornal inglês Daily Mail que atesta que Alan Knigh, um antigo soldado, tinha como intenção fugir a um processo em que é acusado de burla por um vizinho.
Tudo terá começado em 2008, quando este homem terá enganado o tal vizinho, retirando-lhe cerca de 40 mil libras da pensão de uma conta bancária, para pagar férias e para comprar uma caravana. Esta pretensa fraude ter-se-á mantido até 2011.
Ora, depois de a acusação ter entrado em tribunal, Alan Knigh terá engendrado o esquema do coma, conseguindo escapar a uma ida a tribunal com a sua pretensa condição de saúde.
A mulher, Helen Knight, foi sua cúmplice, escrevendo várias cartas às autoridades e até aos jornais locais, pedindo ajuda para o marido conseguir livrar-se do processo, argumentando que ele estava em coma e que só piscava os olhos.
Esta dedicada mãe de três filhos conseguiu que o Ministério Público escrevesse à polícia em apoio do marido e também que o caso fosse reportado pelos jornais como uma situação de brutalidade policial.
Todavia, a fraude foi descoberta, depois de o homem ter sido apanhado a conduzir e a caminhar em perfeita saúde num hipermercado por câmaras de segurança, conforme se pode ver no vídeo reproduzido de seguida.
Alan Knigh não teve outro remédio e já admitiu 19 acusações de falsificação, fraude e roubo, e tem pela frente, quase garantidamente, uma pena de prisão. Os responsáveis do Ministério Público que foram enganados esperam que ele seja feito um exemplo pelo sistema judicial.
“É preciso enviar uma mensagem forte àqueles que pensem em adoptar tácticas semelhantes“, alerta o juiz que avaliou o caso, citado pelo Daily Mail, notando que esta situação tem “aspectos únicos” e que o seu protagonista é um “actor muito conseguido e determinado“.
Um dos detectives que se encarregou do caso também assume que, em toda a sua carreira, este foi o processo de fraude de longo termo “mais calculado” que já enfrentou.
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