Pais do cavaleiro João Moura também terão sido denunciados por maus-tratos a cães

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João Moura

Há mais uma denúncia de maus-tratos a cães galgos a envolver o cavaleiro João Moura, implicando, desta vez e alegadamente, os seus pais.

A notícia é divulgada pelo jornal Correio da Manhã que avança que a GNR visitou a casa dos pais de João Moura depois de uma denúncia, encontrando dois cães galgos “visivelmente magros” e que “eram mantidos num local cheio de fezes e sem acesso a água”.

Mas o diário reporta que uma das veterinárias que acompanhou a GNR ao local referiu que “os animais não estavam maltratados”.

A situação terá sido despoletada pelo IRA – Intervenção e Resgate Animal que terá recebido uma denúncia e participado a situação ao Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR.

IRA lamenta que cães galgos não foram retirados à família João Moura

Na sua página do Facebook, o IRA refere que os animais foram encontrados “numa habitação pertencente à família, ou senão ao mesmo João Moura”, com “condição corporal de magreza e num espaço repleto de fezes, de abeberamento e alimentação que, segundos vizinhos, não é visitado por ninguém há vários dias”.

Numa publicação posterior, o IRA lamenta que uma veterinária da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Elvas se deslocou ao local considerando que “em menos de 10 minutos deu por terminada a vistoria e abandonou o local”.

“O parecer? Não existem maus-tratos face aos galgos existentes na habitação”, critica ainda o IRA, notando que “em menos de 10 minutos, a “doutora” da DGAV conseguiu realizar exames, verificar a documentação dos animais (documentação essa que não se encontrava no local naquele momento), realizar despistes à Leishmaniose e outras possíveis doenças que justificassem a condição corporal deles”.

“Percebeu que as pilhas de dejectos no alojamento dos animais devia estar relacionada com a prática de agricultura biológica ou compostagem, negócio alternativo da família João Moura às touradas, em tempo de pandemia”, acrescenta ainda o grupo de intervenção animal.

“Não estamos a dizer que é mais fácil e leva menos tempo afirmar que não existem maus-tratos do que submeter os animais a uma avaliação clínica em local próprio. Mas se a DGAV está (conforme nos foi habituando e às autoridades policiais) ao serviço do facilitismo, porque motivo não solicitaram ao veterinário municipal de Portalegre para ir ao local avaliar o estado dos animais?”, questiona ainda o IRA.

“Numa situação reincidente, com a mesma espécie e raça, os animais permaneceram no local SEM AUTORIZAÇÃO para as autoridades ou o IRA os retirarem”, queixa-se também o grupo.

Em Fevereiro deste ano, o cavaleiro João Moura foi acusado do crime de maus tratos a animais, depois de buscas efectuadas à sua quinta, em Monforte.

As autoridades encontraram 18 cães galgos em aparente estado de subnutrição que foram retirados ao cavaleiro e entregues a abrigos de animais.

João Moura veio a público garantir que nunca maltratou os seus cães e que só estavam “mais magros”.

“Não matei ninguém, não roubei ninguém, não tratei mal os meus cães, alguns estavam magros, mas não os tratei mal”, disse o cavaleiro na altura.

//SV

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