Porque razão deve fazer todos os pagamentos por contactless?

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Existiu uma época na história da humanidade em que as trocas de bens e serviços eram mediadas através de outros bens e serviços. Durante muitos séculos, este foi o paradigma vigente. Com o nascimento das primeiras comunidades organizadas, esta forma de adquirir tornou-se, gradualmente, num sistema insustentável. Como pagar um carregamento de duas toneladas de madeira? Seguramente não com o mesmo peso em pedras ou milho. Era incomportável. Para dirimir tamanha impraticabilidade surgiu, há 3
mil anos, na Mesopotâmia o primeiro registo de utilização daquilo a que hoje chama comummente dinheiro sob a forma de conchas marítimas. Porém, foi preciso esperar até ao nascimento de polis na Grécia Antiga para que o ouro e a prata se transformassem no padrão das primeiras moedas.

Agora como então, a evolução na forma como adquirimos e pagamos algo segue duas linhas bem definidas: a comodidade e a segurança. Do mesmo modo que para os nossos antepassados mais longínquos, pagar uma tonelada de madeira com uma tonelada de pedras não era, no mínimo, pouco cómodo, da mesma forma, numa sociedade que transaciona à velocidade do gigabite, torna-se já pouco amigo do comprador andar com um maço de notas atrás sempre que se pretende adquirir algo. Temos os cartões de crédito/débito, pensa o leitor. Pensa bem, mas quantas vezes já refletimos no tempo que perdemos a introduzir o cartão no leitor e a marcar um código que faz parelha na nossa mente com um infindável mar de outros códigos?

Contactless: tecnologia cada vez aliada da comodidade

Não que seja um trabalho imenso, não que isso implique um dano considerável na nossa qualidade de vida, porém, tal como a bola colorida que pula e avança nas mãos de uma criança a tecnologia de pagamentos mira o futuro com olhar guloso. Essa gula, saudável, acrescentou recentemente ao nosso dicionário uma nova palavra: contactless. Anglicismo para “sem contacto”, a tecnologia de pagamento contactless integrada no nosso cartão de crédito/débito permite-nos pagar um bem ou serviço sem a necessidade de inserirmos um código PIN. E não tem obrigatoriamente de ser num cartão. Podem ser, por exemplo, smartphones, pulseiras ou smartwatches — tudo o que se interliga digitalmente.

Tal como aqueles que em outras eras passaram por momentos de mudança, a tecnologia contactless foi olhada, numa primeira fase, com alguma desconfiança, mas a verdade é que a adoção deste método de pagamento tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Em países como a Suécia, os pagamentos contactless já representam 70% do total das transações efetuadas, enquanto a média europeia se cifra nos 61%. Em Portugal, tal como em outros domínios, a transição um pouco mais lenta.

Pagamentos Contactless em Portugal

No entanto e de acordo com a Visa, 37% dos portugueses já utiliza esta tecnologia nos seus pagamentos com as previsões a apontar para um crescimento acentuado da taxa de penetração do contactless ao longo dos próximos anos. Ainda longe dos quase 100% da Polónia e enquanto a tecnologia de pagamento contactless não chega aos transportes públicos como em Estocolmo na Suécia, os consumidores portugueses vão utilizando-a, em grande medida, no comércio a retalho e na restauração. O mercado cresce, o consumidor deseja, mas, não raras vezes, o operador, seja ele uma empresa de transportes públicos, um supermercado ou um restaurante, não estão preparados para satisfazer o desejo de inovação do cliente. Pau de dois bicos, todo o cartão contactless necessita de uma base tecnológica onde esteja integrado: os terminais de pagamento automático (tpa físicos).

Vantagens do uso da tecnologia contactless nos pagamentos

À semelhança do cliente, o comerciante ainda faz do desconhecimento barreiras que toldam o acolhimento desta tecnologia. Peguemos nas premissas “comodidade” e “segurança” afloradas no início deste artigo e partamos para a desconstrução dos anátemas ainda vigentes na sociedade portuguesa quanto à utilização da tecnologia contactless nos pagamentos.

Segurança

Os principais sistemas emissores de cartões portugueses disponibilizam cartões com integração de tecnologia contactless construídos sob o standard europeu de segurança EMV Chip que reduz a hipótese de fraude à insignificância. Esta inovação permite fazer pagamentos de baixo valor — até €20 — sem ser necessário introduzir o código PIN. A partir desse valor, e por questões de segurança, a transação Contactless pede o PIN.

Em relação aos tpa físicos, a questão é tratada com os mesmos cuidados. Empresas como a lusa Reduniq, especialista no mercado de pagamentos, disponibiliza aos comerciantes uma solução de terminais de pagamento automático (fixos e móveis) com integração de tecnologia contactless. Preparados para aceitar cartões dos principais sistemas de pagamento internacionais e pagamentos com smartphone, estes tpa, tal como os seus congéneres cartões, seguem todos os critérios de segurança dos sistemas de pagamento
internacionais e atua sobre o standard EMV, vulgarmente designado por Chip & Pin.

Eficiência

O consumidor que efetua o seu pagamento com um cartão contactless vai conseguir gerir mais facilmente os seus gastos diários, através do homebanking ou apps de gestão financeira. Quanto ao comerciante e continuando com a Reduniq como bússola, os tpa disponibilizados pela marca permitem ao agente económico, entre outras coisas, uma redução de custos com o manuseamento do dinheiro (processo de pagamento otimizado e contabilidade mais facilitada), transações médias mais elevadas e ainda lhe dão a garantia de que o pagamento se realmente se efetua.

Comodidade I – Rapidez

Enquanto os pagamentos em dinheiro vivo podem demorar até 23 segundos, os pagamentos com introdução do cartão e PIN demoram entre dez a 20 segundos e a tecnologia Contactless permite pagar de quatro a 12 segundos.

Comodidade II – Simplicidade

Pagar um bem ou serviço com um cartão ou smartphone com tecnologia contactless integrada é muito simples. Basta perceber se o comerciante possui o sistema e, em caso afirmativo, aproximar o cartão do terminal e a compra fica imediatamente paga.

Higiene

Estudos revelam que a lista de coisas encontradas nas notas e moedas inclui ADN de animais de estimação, vestígios de drogas e bactérias que podem causar doenças. Com cartões e terminais contactless, nem o comerciante nem o consumidor têm necessidade de tocar e entrar em contacto com moedas e notas que passam pelas mãos e carteiras de centenas de desconhecidos.

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