Após o desaparecimento do avião MH370 da Malaysia Airlines no início de Março, um avião da mesma companhia foi abatido, ontem, na Ucrânia. Tratava-se do voo MH17, que seguia com 295 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.
No dia posterior ao acidente vão começando a ser reveladas histórias de famílias e passageiros que dão que pensar.
Família pede quatro membros nos diferentes voos da Malaysia Airlines
Uma família australiana, que perdeu dois membros no voo desaparecido em Março, ontem perdeu mais dois membros no voo abatido com um míssil terra-ar.
De acordo com o Daily Mail, Kaylene Burrows perdeu o irmão e Maria Burrows perdeu a irmã. Esta sexta-feira, Kaylene Burrows descobriu que na lista de 295 passageiros constava o nome da enteada e do marido desta, que estavam a regressar de umas férias na Europa.
Greg Burrows, irmão de Kaylene, revelou à publicação “Isto trouxe a todos memórias do passado. (…) É que… rasgou as nossas entranhas de novo.”
Greg revelou ainda que a família estava a tentar perceber como é que podiam ser atingidos com tamanho azar, em duas ocasiões distintas, com a mesma companhia.
Troca a vida pela morte no último minuto
Se há histórias que dão que pensar, esta será certamente uma daquelas que nos leva a questionar: “Como é que é possível?”.
Um hospedeiro de bordo da companhia Malaysia Airlines morreu ontem no voo MH17 quando, alguns meses antes, a sua esposa, também hospedeira de bordo daquela companhia, conseguiu escapar à tragédia do MH370.
De acordo com notícia avançada pelo Daily Mail, Sanjid Singh terá decidido à última hora embarcar no voo que ontem foi abatido na Ucrânia, deixando a família devastada. O pai de Sanjid disse à publicação: “Ele sempre nos telefonou antes de partir em viagem. A esposa de Sanjid era para ter voado no MH370 mas trocou com outro colega no último minuto.”
Tratou-se afinal de uma decisão semelhante, à última hora, na mesma família, mas com desfechos opostos.
Falta de lugares no avião salva família com bebé
Uma família que planeava viajar com o seu bebé para Lumpur escapou à tragédia do voo MH17, após terem sido informados, pela equipa do aeroporto de Amesterdão, que já não havia lugares disponíveis no avião.
Em declarações ao Daily Telegraph, Izzy Sim acredita que “Deve ter havido alguém a olhar por nós e a dizer ‘não deves entrar nesse voo’.”
Já o marido, Barry Sim, revelou como foi a reacção ao acidente: “Tu ganhas uma sensação de mal estar no fundo do estômago… Começámos a receber borboletas. O batimento cardíaco começou a subir.”
O casal acabou por embarcar algumas horas mais tarde num voo da KLM.
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