Rapariga que optou por eutanásia publica mensagem de agradecimento

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A campanha que Brittany Maynard lançou na passada segunda-feira, “Morrer com Dignidade”, está a superar todas as expectativas.

Brittany Maynard, uma jovem de 29 anos, recebeu a pior notícia que alguma vez imaginou poder vir a ter, pouco depois de se ter casado. Fortes dores de cabeça levaram-na ao médico, onde lhe foi diagnosticado um tumor cerebral em fase terminal, mais concretamente um glioblastoma fase 4.

Rapariga de 29 anos com doença terminal opta pela eutanásia

Depois do choque inicial do diagnóstico, Brittany procurou informar-se junto de especialistas sobre como seria morrer da sua doença e sobre quais as suas opções, pelo que decidiu optar pela eutanásia para morrer com dignidade e, assim, evitar uma morte que, de outra forma, seria muito dolorosa.

Para dar a oportunidade a outras pessoas que não têm recursos para poder optar por morrer com dignidade, a jovem decidiu, nos seus últimos dias de vida, criar uma organização, a “Compassion & Choices“, de recolha de assinaturas para que a eutanásia seja legalizada em todos os estados dos Estados Unidos.

Na segunda-feira passada foi lançada a campanha de Brittany Maynard, e a história desta jovem tornou-se viral de acordo com a People. Houve inclusive debates na rádio e na televisão nacional.

Na sua página “The Brittany Maynard Fund”, Brittany, que decidiu colocar termo à vida no próximo dia 1 de Novembro, escreveu uma mensagem de agradecimento por todo o apoio recebido e deu a conhecer um pouco mais da sua história.

“A resposta de todos vocês, superou as nossas maiores expectativas. Em nome da minha família, obrigado pela demonstração de amor e apoio.

Esta viagem tem sido um desafio, para dizer o mínimo. Nós mudámos as nossas vidas. Eu tomo medicamentos prescritos para reduzir o inchaço no cérebro, que fizeram todo o meu corpo inchar em seu lugar. Dan e eu desistimos do nosso sonho de ter uma família. A minha mãe está prestes a perder a sua única filha. Nós todos concordamos que nenhum pai deveria enterrar um filho.

Eu não lancei esta campanha porque queria atenção; De facto, é difícil para mim processar tudo. Eu fiz isto porque eu quero ver um mundo onde todos têm acesso à morte com dignidade, como eu tive. A minha jornada é mais fácil devido a esta escolha.

Eu sou tão sortuda por ter conhecido o amor de um marido incrível (meu marido Dan é um herói), uma mãe carinhosa e amorosa e um incrível grupo de amigos e família. Como o meu tempo se aproxima, espero que todos vocês continuem a realizar esta tarefa, e a apoiá-los enquanto eles prosseguem com o meu legado. Estou muito grata a todos vocês.”

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