Transformação radical põe o mundo a debater a identidade de género

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Uma mulher sexy e curvilínea que corta o cabelo, lava a maquilhagem e se transforma num homem. Esta é a trama do vídeo de cinco minutos que aqui reproduzimos e também a história de vida da sua autora, a modelo e DJ australiana Ruby Rose.

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Esta curta, que está a fazer sucesso no Youtube, é uma espécie de terapia para esta lésbica que se debate com problemas de identidade de género desde os seus cinco anos de idade. Ao longo da vida, Ruby Rose tem oscilado entre apresentar-se de um modo feminino ou masculino, o que se reflecte no vídeo. “Pode ver-se do fim para o início e é exactamente o mesmo que vê-lo do início até ao fim, depende se és um tipo que se sente no corpo de uma mulher ou uma mulher que está num corpo de homem“, explica esta personalidade bem conhecida na Austrália em entrevista ao jornal inglês The Guardian.

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Intitulado “Break Free”, o vídeo foi publicado no Youtube há duas semanas e já vai em quase um milhão de visualizações, tendo garantido a Ruby Rose 200 mil seguidores novos no Facebook. E a música inédita da banda Butterfly Boucher vai ser lançada no iTunes.

Estes detalhes ajudam a perceber a visibilidade que as imagens estão a ter e surpreendem Ruby Rose. “O que eu realmente pretendia era que fosse terapêutico para mim“, conta ao The Guardian, onde revela ainda que, aos cinco anos, costumava “rezar a Deus para não ter seios” e que foi vítima de bullying quando decidiu rapar o cabelo aos 15.

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Ruby Rose espera que esta curta leve a reflectir de forma mais apropriada sobre a identidade de género e que seja, mais do que um alerta contra o preconceito, uma forma de ajudar aqueles que passam pela mesma perturbação. Objectivo que parece estar a ser cumprido, conforme a própria constata, relatando o contacto que recebeu de uma jovem austríaca que a emocionou particularmente.

Ela estava a namorar com uma rapariga que se estava a transformar num rapaz. Basicamente, disse-me que era uma lésbica numa relação lésbica e depois, por causa da escolha da parceira, era uma lésbica numa relação hetero. E ela não percebia aquilo: detestava“, conta Ruby Rose, frisando que o vídeo ajudou esta austríaca a entender melhor a escolha da ex-namorada e a perder o ressentimento que tinha em relação a ela.

Quanto a Ruby Rose, conta que fez “muita terapia“, mas que agora se sente “sortuda o suficiente” por ter aceite o seu corpo. Notando que não se sente de nenhum género, admite contudo que se pudesse escolher seria homem. “Sinto que sou um rapaz, mas não sinto que devia ter nascido com partes diferentes do meu corpo ou nada disso. Sinto que está simplesmente tudo na forma como me visto e falo e como me pareço e sinto, e isso faz-me feliz“, conclui.

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