Valentina pode ter morrido por ter visto o que o pai não queria (ele “calou-a”, diz a mãe)

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A mãe de Valentina, a criança de 9 anos que foi torturada e morta pelo pai em Atouguia da Baleia, Peniche, avança uma teoria para as razões do crime.

Sónia Fonseca, mãe de Valentina, constata, que a motivação para o assassinato da filha pode ter sido “alguma coisa que ela viu que se passou dentro da casa” do pai, Sandro. “Com medo que ela falasse, calou-a”, salienta Sónia em entrevista à SIC.

A criança de anos apareceu morta e com sinais de espancamento na Serra d’El Rei, escondida por giestas e ramos de árvores, depois de ter sido dada como desaparecida pelo pai e pela madrasta, Márcia.

Valentina estav a viver há dois meses na casa do pai para poder acompanhar a telescola, durante o confinamento por causa da pandemia de covid-19, dado que a mãe continuou sempre a trablhar e não podia estar com ela neste período.

A mãe de Valentina explica na SIC que soube do desaparecimento da filha por Márcia, com quem manteria um relacionamento cordial e que lhe terá telefonado.

Márcia e Sandro “pareciam bastante preocupados” quando chegou à casa deles depois de ter tido conhecimento de que a menina estava desaparecida, conta Sónia Fonseca.

Na altura, disseram-lhe que “trancaram a porta de casa, mas que se esqueceram da chave por dentro da porta”. Mas à polícia não falaram da chave por dentro, segundo diz Sónia.

A mãe de Valentina também diz que soube da morte da menina pela comunicação social e assegura que a criança chegava a casa sempre “muito feliz” depois de estar com o pai. Garante que nunca se queixou dele, nem da madrasta, e que nunca viu nódoas negras suspeitas na criança depois de passar tempo com eles.

“Nunca vi nada de anormal que me levasse a suspeitar”, sublinha Sónia Fonseca.

A mãe de Valentina diz mesmo que a criança tratava a madrasta como “a minha Márcia” e que falava dela como a sua “segunda mãe”, salientando que tinha “duas mães”. Também aponta que gostava de ir para a casa do pai porque tinha lá os “manos”.

Sónia Fonseca também revela que a última vez que falou com a filha foi no Dia da Mãe, a 3 de Maio, poucos dias antes da sua morte. “Ela disse-me assim: ‘Adeus, beijinhos. Mãe, és uma chata, gosto muito de ti!’ Foram as últimas palavras da minha menina”, relata Sónia.

//SV

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