Cerca de 70 cm de comprimento, um característico fato de plumagem e um andar muito particular.
A instalação do Pinguim-do-cabo foi remodelada, assemelhando-se cada vez mais ao litoral rochoso do sudeste africano de onde é proveniente.
O Jardim Zoológico remodelou a instalação de um dos seus melhores nadadores, o Pinguim-do-cabo (Spheniscus demersus). Uma grande extensão de água e zonas de estadia com sombra e grutas são alguns dos elementos renovados que os visitantes vão poder agora observar na “Arca de Noé” lisboeta.
Proveniente da África do Sul e da Namíbia, o Pinguim-do-cabo é uma das três únicas espécies de pinguins que pode ser encontrada em zonas quentes, contrariando a típica relação entre este animal e as zonas geladas do planeta.
Habitando em praias rochosas e desenvolvendo as suas actividades perto da costa, a intervenção na sua instalação foi inspirada nesse mesmo bioma. O espaço foi alargado, permitindo-lhes nadar maiores distâncias e mergulhar a maior profundidade, e foram construídas diversas grutas, a fim de incentivar e assegurar as condições adequadas à nidificação.
As cores da plumagem destas aves não voadoras, pretas no dorso e brancas no ventre, servem propósitos de camuflagem, confundindo-se com o fundo do mar ou com a superfície reflexiva da água.
Devido à poluição dos oceanos e à sobre-exploração pesqueira, que origina a escassez do seu alimento, esta espécie está atualmente classificada como “Em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Através do Fundo de Conservação, o Jardim Zoológico participa em acções de emergência com contribuições financeiras essenciais, destacando-se o resgate de Pinguins-do-cabo de um derrame de petróleo, efetuado na cidade do Cabo, na África do Sul.
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